Neste mês, a Adote um Gatinho, Organização Não Governamental que trabalha na defesa e proteção dos gatos, alcançou o número de 7.000 felinos doados. Um marco para uma instituição que sobrevive com o dinheiro de doações de pessoas e com as ações criadas pela instituição para arrecadar fundos. Com 12 anos de lutas e realizações, a Adote Um Gatinho, que é sediada em São Paulo, segue, realizando uma forte campanha de conscientização sobre a importância da castração e posse responsável, além de procurar lares para animais abandonados.

A gatinha 7.000 é a Esther, uma escaminha de 5 anos de idade. De um temperamento único e essência dominante, a gatinha que chegou a viver por dois anos nas ruas não morria de amores pelos humanos. Ela chegou a ser adotada e, por falta de paciência do adotante em ajudá-la na socialização com os demais gatos da casa, Esther foi devolvida. E permaneceu sob os cuidados da Adote Um Gatinho até encontrar um novo lar. A gatinha foi resgatada por uma voluntária na região da Barra Funda.

Hoje a ONG tem 350 gatos em tratamento ou a espera de um lar seguro em seu abrigo e nas casas dos voluntários. Com o lema de nunca desistir ajudando a salvar e a encontrar lares para o maior número de gatinhos possível as idealizadoras do projeto Susan Yamamoto e Juliana Bussab participam ativamente do dia a dia da entidade. Junto delas, 60 voluntárias que também as auxiliam nos resgates, cuidados e entregas dos gatos adotados.

Todos os gatos são doados vermifugados, vacinados e castrados. Três veterinários fixos ajudam no socorro aos felinos, cobrando preços reduzidos. Embora, os custos mensais sejam altos (em média R$ 80 mil por mês) não é cobrada taxa de adoção.

Outra forma de manter o abrigo é com a venda de produtos com a marca Adote Um Gatinho. São calendários, agendas, camisetas, chaveiros. Destaque para o material da campanha “Adote Sem Preconceito”, que tem como proposta chamar atenção das pessoas e mostrar que um gatinho considerado “velho”, “arisco” ou “comum” também pode trazer amor e alegria ao lar. e, também o livro “Gatos Sortudos – histórias emocionantes de bichanos resgatados”, de 2011, em que Susan Yamamoto e Juliana Bussab relatam diversas histórias de gatinhos que foram resgatados e agora vivem no conforto de um lar e de suas próprias experiências como fundadoras da ONG. Além de ajudar financeiramente a manter o abrigo também é uma forma de promover o trabalho realizado na instituição.

No limite de sua capacidade, a Adote Um Gatinho só consegue aceitar um gato hoje quando outro é doado para a liberação da vaga. Os critérios de avaliação para adoção são rigorosos, por isso o candidato passa por um processo de avaliação. As entregas dos felinos são feitas pessoalmente na casa das pessoas. No ato da entrega, o adotante assina também um contrato de adoção, responsabilizando-se pela segurança e cuidados veterinários com o gatinho a partir de então, sob pena de ter o animal recolhido pela ONG.

Todos esses cuidados tiveram um resultado positivo. Reconhecida pelo empenho e trabalho que vem desenvolvendo, a ONG recebeu o prêmio Shelter of the Week, oferecido pela SPCA Internacional, uma organização inglesa que teve início em 1824, com a intenção de proteger cavalos de corrida dos maus tratos que recebiam. Anos depois da fundação a instituição se instalou nos Estados Unidos, ampliou a rede de proteção e o número de ações.

Como ajudar a Adote Um Gatinho
É possível ajudar a Adote Um Gatinho ao acessar o site ou no envio de e-mail para informacoes@adoteumgatinho.org.br.
Pedidos de ajuda a gatinhos abandonados devem ser enviados para resgates@adoteumgatinho.org.br

Essa publicação faz parte do “Espaço das ONGs”, destinada exclusivamente para divulgação de trabalhos de ONGs de defesa dos direitos animais de todo o Brasil. Seu conteúdo é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do site.