Uma denúncia feita pelo morador de São Pedro (SP) e proprietário da página do Facebook SOS Meio Ambiente São Pedro, Haroldo Botta, indicou que o excesso de algas no lago do bairro Novo Horizonte está prejudicando a qualidade de vida dos gansos e patos que vivem no local.

Foto: Haroldo Botta

“Ano passado a prefeitura fez uma limpeza por causa de excesso de taboas, assim como do aumento da profundidade do lago. Levaram um mês para fazer isso, em agosto, e levou mais de dois meses para encher novamente”, disse Botta. “Não demorou um mês e estava tomado por essas algas, que impedem 13 gansos, e 16 patos de nadarem, ou terem uma vida saudável no local”, completou.

Botta afirma que visitou o lago na última semana e constatou “uma saída de esgoto do bairro, e que provavelmente é a causa da eutrofização”. Eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas em um nível que afeta o uso desejável da água.

A ANDA entrou em contato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (SAAESP) para buscar explicações sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago, mas recebeu a resposta, do diretor-presidente do órgão, Thiago Silva, de que o lago em questão não era de responsabilidade da SAAESP e que, portanto, o órgão não tinha informações a respeito do que poderia ou não estar sendo despejado no local. Thiago ainda repassou à questão à prefeitura, a quem repassou a responsabilidade por dar explicações sobre o assunto.

Foto: Haroldo Botta

A ANDA tentou contato com a prefeitura, através dos telefones disponíveis no site oficial do município, mas não conseguiu contato. Por essa razão, um e-mail foi enviado para Luis Carlos Piedade, responsável pela Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Serviços Públicos. Piedade, no entanto, não respondeu ao questionamento da redação sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago.

Botta lembrou ainda que “o vereador Robson Pedrosa (PSL) fez um requerimento em novembro do ano passado, e reiterou o pedido mês passado” para que alguma providência sobre o excesso de algas no lago fosse tomada, “mas até agora nada foi feito”.

Foto: Haroldo Botta

Ao ser questionado sobre a chance das algas terem nascido em excesso devido à limpeza feita em 2018 pela prefeitura no lago, Botta afirmou que “há algumas possibilidades quando se mexe num local como esse: excesso de luz do sol, adubos, ou esgoto”. Ainda segundo ele, “com o acúmulo de algas, a água pode ficar ácida e prejudicar a saúde dos animais”. Apesar de afirmar que a limpeza pode ter interferido na questão, Botta acredita que é mais provável que um possível despejo irregular de esgoto no local seja “a causa desse desequilíbrio”.

O morador contou ainda que os peixes que viviam no lago foram retirados do local. Ele não soube informar para onde os animais foram levados e, devido à impossibilidade de contato com a prefeitura, a ANDA não conseguiu essa resposta. Botta afirmou também que pretende acionar a unidade de Piracicaba, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que é responsável por fiscalizar questões ambientais em São Pedro.

“Os animais na cidade são considerados como ‘coisas’ pela atual administração”, criticou Botta.

Foto: Haroldo Botta

Foto: Haroldo Botta

* Por Mariana Dandara

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