Com a chegada de uma nova onda de seca na Indonésia, ativistas temem que os devastadores incêndios florestais de Bornéu, que destruíram cerca de um quarto da floresta em 2015, estejam prestes a retornar. Até cinco milhões de acres de paisagem foram incinerados pelas chamas que avançavam, e como resultado final, os orangotangos entraram para a lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção.

Reprodução | Express

Esta semana, com a entrada do fenômeno climático El Niño, a seca voltou. Com ela, vieram os incêndios em alguns focos, que estão transformando as florestas em túneis. O departamento meteorológico da Indonésia alerta sobre 798 pontos potenciais em toda a região de Kalimantan Ocidental: área onde a ONG International Animal Rescue (IAR) tem seu mundialmente famoso centro de resgate e reabilitação de orangotangos.

Tendo avistado um incêndio vindo rapidamente em direção às suas instalações, onde 100 orangotangos órfãos e resgatados estão sendo alimentados com a esperança de um dia ser devolvido à natureza, o centro está agora em alerta máximo para o próximo ataque.

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Enquanto a equipe do centro se prepara para resgatar mais orangotangos que fogem dos focos de incêndio, as nuvens de fumaça e chamas grossas têm sido vistas próximas ao abrigo, e eles tem se movido para, além dos resgates, protegerem as dezenas de animais que estão refugiados lá.

“Não podemos acreditar que estamos novamente sofrendo de incêndios florestais nesta área. É como o retorno do nosso pior pesadelo”, lamenta Karmele Llano Sanchez, diretor do programa da IAR Indonésia, em entrevista ao jornal britânico Express.

“Nossas equipes no centro e também as equipes de patrulhamento florestal estão se preparando para patrulhar 24 horas por dia, mas ainda precisamos de mais equipamentos, como bombas de água, mangueiras de incêndio e mais pessoal”, completa.

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Felizmente, eles recebem ajudas de fora. Soldados e policiais correram para proteger o centro quando as primeiras chamas da temporada avançaram pela periferia de Ketapang, deixando seu empresário Adi Irawan para elogiar a resposta das autoridades. “Levou cinco horas para ficar sob controle”, ele comenta. “Somos incrivelmente gratos à polícia e aos departamentos militares por sua assistência. Sem eles, nunca teríamos sido capazes de impedir o incêndio”.

A tragédia para Bornéu é que o ciclo de incêndios florestais, que ameaçam tanto a vida humana quanto a natureza, é deliberadamente desencadeado pelo desmatamento da floresta em busca de terras agrícolas ou mesmo plantações em escala industrial para a produção de óleo de palma.

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Os especialistas já alertam que o retorno dos incêndios aumentará a poluição do ar e o risco de doenças respiratórias. Até 500 mil pessoas sofreram após os incêndios de 2015. Isso também significou uma grande missão de resgate para o IAR, com mais de 60 orangotangos desesperados precisando de abrigo.

O chefe executivo da IAR, Alan Knight OBE, advertiu: “Se quisermos salvar os orangotangos da extinção, não podemos permitir que os incêndios destruam seu habitat e o habitat de tantos outros animais preciosos. “Nossa equipe em West Borneo está arriscando suas vidas para proteger os orangotangos dentro e fora de nosso centro de reabilitação – e estamos pedindo ao público que ajude a fornecer as ferramentas necessárias para manter a si mesmos e aos animais seguros”, ele finaliza.

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