“Mesmo sendo um viciado, permaneci fiel ao vegetarianismo. Posso usar heroína, mas não vou comer hambúrguer”. Essa frase fazia parte de uma postagem incomum que surgiu, na semana passada, no Instagram do ator, comediante e autor de 43 anos Russell Brand. Ex-viciado em drogas, ele chamou a sua situação de “pequeno paradoxo sexy”, acompanhado das hashtags #veggielife e #plantbased.

Brand narrou toda a sua relação com as drogas durante o período de recuperação – regado a muito ioga e meditação. De acordo com o ator, a dieta vegetariana pode ter ajudado seu corpo a se recuperar mais facilmente do abuso de drogas, e impedi-lo de retornar aos hábitos anteriores.

A situação não é incomum. O músico, autor e restaurador Moby é vegano há mais de trinta anos, e faz uso de drogas lícitas e ilícitas. O ator Craig Robinson supostamente desistiu do álcool ao mesmo tempo em que parou de comer carne, levando à perda de peso significativa e melhorando a saúde geral.

Pode parecer paradoxal, como o próprio afirmou, mas a relação feita entre o veganismo e a preocupação com a saúde não necessariamente é o que move as pessoas a optarem por essa mudança na alimentação. Muitas vezes o estímulo principal é a sensibilidade ao sofrimento desnecessário dos outros. E é exatamente essa mesma sensibilidade que torna as pessoas mais abertas ao consumo de drogas – como um meio de silenciar o próprio sofrimento e a consciência do sofrimento dos outros.

Reprodução | LiveKindly

Atualmente, Brand está sóbrio. E tem sido assim há anos. Agora, ele é um ávido praticador de ioga e apoiou iniciativas de meditação nas escolas junto com o cineasta David Lynch. O programa, Operation Warrior Wellness, ajuda a levar a meditação transcendental a um milhão de jovens em risco – muitos dos quais vivem em comunidades de baixa renda com falta de acesso a produtos frescos, também conhecidos como “deserto alimentar”.

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