O Comitê de Agricultura e Alimentação da Bulgária aprovou de forma unânime a proibição de fazendas de pele no país. Em junho, uma ONG levou ao parlamento búlgaro uma petição com mais de 50 mil assinaturas pedindo a proibição da atividade.

A pele de raposa é uma das utilizadas pela indústria da moda. (Foto: Pixabay)

De acordo com a The Civic Initiative for Banning the Extraction of Valuable Skins in Bulgaria, organização responsável pela petição, ainda faltam duas aprovações para que a medida seja imposta. O tema precisa ser discutido na Comissão de Interações com ONGs e Reclamações dos cidadãos e no Comitê de Questões Hídricas e Ambientais. Só depois das duas aprovações é que a proposta pode ser votada na Assembleia Nacional.

A principal razão apresentada pela organização para o banimento das fazendas é o direito animal. No entanto, a lista aponta as pessoas envolvidas nesse ramo e a natureza como pontos que devem ser discutidos. Segundo a ONG, as pessoas que vivem perto das fazendas ficam sujeitas a odores fortes, infestações de insetos e infecções.

Além disso, esses locais emitem compostos tóxicos diariamente, proporcionando riscos para a saúde dos trabalhadores e para a comunidade ao redor. As fazendas também impactam o meio ambiente causando poluição no ar, na água e no solo.

Outra preocupação é que a Bulgária se torne a opção dos fazendeiros do ramo, já que outros países baniram a atividade. Noruega, Croácia e Eslovênia já proibiram a existência de fazendas de criação de peles.

Outras iniciativas

Em setembro, a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, votou pela proibição do comércio de peles. O Conselho da cidade aprovou a proposta de forma unânime.

No mesmo mês, aconteceu a primeira edição da Semana de Moda londrina totalmente livre de peles animais. Marcas importantes do ramo, como Burberry, DVF, Versace e Gucci já não utilizam a pele em seus produtos.

 

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