Na última sexta-feira (14) foi comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue e, assim como os seres humanos, cães e gatos também precisam de transfusão de sangue e podem ser doadores permanentes. O processo de doação funciona praticamente da mesma maneira que o nosso. O animal precisa ser saudável e pode doar uma vez a cada três meses.

As transfusões de sangue acontecem quando os animais são vítimas de acidentes, como quedas e atropelamentos, entram em um quadro de hemorragia, sofrem algum tipo de intoxicação, são envenenados, têm anemia por doença do carrapato ou autoimune e até mesmo passam por um tratamento de câncer. “Quem vai determinar se o cão precisa de transfusão de sangue ou não é o veterinário. Ele começará a pensar nisto quando a concentração de hemácias por mililitro de sangue estiver abaixo de 22%”, disse a veterinária Carla Alice Berl.

Os cães têm 13 tipos diferentes de sangue e os gatos tem apenas três. Eles também têm um fator que pode ser positivo ou negativo, como o rH dos humanos, mas para eles esse fator é chamado de DEA. “Assim como nos humanos, os animais que possuem sangue negativo só podem receber negativo e os que têm positivo recebem os dois”, afirmou a veterinária.

Os fatores determinantes para que um animal seja doador são: tamanho, idade e histórico de saúde. No caso dos cães, eles precisam pesar acima de 28 quilos. Devem ter mais de 1 ano de idade, não serem portadores de doença crônica ou estar tomando medicamentos e precisam ter teste negativo para doenças transmitidas por carrapatos. “Precisamos também de um hemograma (exame de sangue), dentro dos padrões de normalidade”, disse Carla Berl.

Para os gatos, as exigências sofrem pequenas alterações. “Preferimos animais domiciliados em apartamento como doadores, pois eles apresentam menores riscos de serem portadores de doenças transmissíveis”, afirmou a veterinária.

Fonte/Foto: ANDA/Vet da Deprê