Culturas, tradições e crenças abusam e exploram animais em suas festividades. Eles nascem são condenados ao sofrimento e a dor pela ignorância humana. Exemplos disso são rinhas de camelos, realizadas há mais de 2 mil anos, que continuam ocorrendo no Paquistão apesar da proibição.

O festival Layyah atrai uma multidão para assistir animais lutando com seus pescoços e se mordendo para tentar derrubar o adversário. Machucados, os animais uivam de dor e o tutor do camelo vencedor ganha 715 dólares (cerca de 2.800 reais).

O país tem uma longa história de esportes sangrentos – com ursos, galos e cachorros, entre as outras criaturas forçadas a lutar.

“De acordo com a lei paquistanesa, todas as lutas de animais são ilegais”, disse o advogado Abdul Ahad Shah, da organização de bem-estar animal.

Ele acrescentou que a maioria dos camelos feridos nas lutas não recebe atendimento médico adequado.

“Os aldeões usam remédios locais para tratar feridas. É cruel”, explicou Shah.

No ano passado, foi aprovada uma emenda à sua Lei de Prevenção à Crueldade contra os Animais no Paquistão que propunha que a multa por incitar os animais a lutar deveria ser aumentada mas até agora nenhum progresso foi feito.

Rinhas na Turquia

Milhares de espectadores se reuniram na cidade do Mar Egeu de Selcuk para assistir ao evento turco: camel wrestling – uma tradição que acontece há 2.400 anos.

Outros festivais menores são realizados em todo o país durante os meses de inverno – tradicionalmente época de acasalamento de camelos, mas o de Selcuk, perto da antiga cidade grega de Éfeso, é o maior e mais prestigiado. A última edição da competição reuniu cerca de 120 camelos e seus tutores, muitos dos quais adornavam seus animais com a bandeira vermelha e branca do país.

Políticos já tentaram o que o Selcuk Camel Wrestling Festival fosse listado como Patrimônio Mundial Imaterial da UNESCO.

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