Após ser submetido a uma câmara com monóxido de carbono, Quentin continuou vivo e em 2015 completa 12 anos que teve uma segunda chance. A comemoração foi num restaurante onde Quentin e seu tutor, Randy Grim, mais uma vez fizeram uma campanha contra as câmaras de gás que ainda são usadas em muitos abrigos dos EUA. Grim, inclusive, escreveu um livro sobre a trágica experiência chamado “Miracle Dog: How Quentin Survived the Gas Chamber to Speak for Animals on Death Row (“Cão Milagroso: Como Quentin sobreviveu à câmara de gás para falar pelos animais no corredor da morte”).

O fato ocorreu em 2003, num abrigo municipal de Saint Louis, no Missouri (EUA) e chocou os funcionários que jamais tinham visto um cão resistir ao gás mortal. Quando a câmara foi aberta, milagrosamente um cão alaranjado estava de pé em cima dos demais sete cães mortos. Um dos funcionários disse ao chefe: “Por favor, não tenho coração para colocá-lo de volta e acionar o gás”. E assim a história de Quentim tomaria um rumo totalmente diferente. O cão virou um símbolo da luta contra uma das práticas mais cruéis para extermínio de animais de rua ou entregues por seus próprios tutores nos abrigos e departamentos de controle animal americanos.

Randy Grim, fundador da Stray Rescue of Saint Louis (entidade que resgata e busca adoção para animais de rua), adotou Quentin após ser retirado da câmara de gás e batizou-o com esse nome em alusão à Prisão Estadual de San Quentin, na Califórnia, onde está o maior corredor da morte dos EUA. Ele diz: “Agradeço todos os dias por Quentin ter entrado na minha vida”.

1st Annual Guardian Awards

Os dois já estamparam capas de revistas e jornais, e estiveram em programas de rádio e TV sensibilizando a população sobre a crueldade das câmaras de gás. “As pessoas devem saber que as câmaras de gás são, normalmente, um pouco maiores que uma máquina de lavar roupas. O monóxido de carbono, encontrado no escapamento de veículos, é bombeado para dentro e mata os animais de forma angustiante”, diz no site de sua ONG.

E continua: “A maioria não sabe o horror envolvido nessas câmaras antiquadas. Esses seres inocentes podem nos fazer companhia. Por isso, pessoas inspiradas pela história de Quentin podem adotar animais nos abrigos ao invés de comprar de criadores e pet shops. Dessa forma menos animais morrerão. Além disso a esterilização é uma maneira simples que todos nós podemos adotar para evitar a morte de milhões de animais não tão afortunados como Quentin. Eliminar câmaras de gás é essencial”.

Grim conta que ainda existem centenas dessas câmaras nos EUA: “O número exato ainda é difícil porque muitos dos abrigos que utilizam este método arcaico estão em áreas rurais e com serviços não regulamentados. Mas nas cidades grandes as câmaras também existem. Por isso, desde 2003 Quentin não descansa. Estivemos em diversas comunidades falando com as pessoas e com os tomadores de decisões. Com isso conseguimos fechar mais de 100 câmaras da morte”.

Escapou da morte ileso e virou símbolo contra as câmaras de gás. Foto: Randy Grim

Fonte: Anda.jor.br

 

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