Cinco macacos foram clonados a partir de um único macaco geneticamente modificado para sofrer distúrbios do sono na China. A clonagem foi divulgada na última quinta-feira (24) por cientistas chineses. Os macacos serão explorados em pesquisas sobre problemas psicológicos. Tratados como objetos, serão vítimas da crueldade para benefício humano. O caso tem provocado debates éticos no país.

Foto: STR/AFP

Genes de um macaco foram alterados por uma equipe do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências em Xangai. A alteração genética teve o objetivo de causar distúrbios no ritmo circadiano do animal, o chamado “relógio do corpo”. As informações são da Folha de S. Paulo.

A partir deste macaco, outros cinco foram clonados. Eles nasceram seis meses depois com sinais de problemas mentais associados a distúrbios do sono, que incluem depressão, ansiedade e comportamentos ligados à esquizofrenia – o que causa extremo sofrimento neles.

Foto: Jin Liwang/Xinhua

O objetivo da pesquisa, publicada pela revista National Science Review, é criar animais com distúrbios específicos, independentemente do quanto isso os prejudique e os faça sofrer, para pesquisar distúrbios psicológicos humanos e encontrar novos medicamentos e tratamentos.

 

O Instituto de Neurociências já clonou, em janeiro de 2018, outros dois macacos com método semelhante ao usado há 20 anos para criar a ovelha Dolly.

Foto: Jin Liwang/Xinhua

Nota da Redação: a clonagem e a criação de animais doentes são práticas anti-éticas e extremamente cruéis que tratam animais como objetos e os condenam a viver vidas miseráveis, nas quais experimentam todo tipo de sofrimento. É urgente que a sociedade entenda que os animais não devem ser prejudicados para que soluções sejam encontradas para a saúde humana e, assim, liberte-os da exploração promovida pela comunidade científica. 

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