Cientistas europeus têm alertado empresas sobre a troca de sacolas de plástico por biodegradáveis. Estudo britânico recente, ao observar a maneira como o composto se quebra na água, percebeu que não existiam critérios suficientes ou métodos que desvendem isso.

Essa descoberta, para o professor de engenharia Thomas Neitzert, destrói a ideia de que as sacolas plásticas etiquetadas como “biodegradáveis” são menos agressivas ao ecossistema marinho.

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Na Nova Zelândia, as embalagens compostáveis não foram a melhor alternativa às sacolas de plástico, já que o país não tinha a infraestrutura para descartá-las de maneira eficiente.

“Se a sua intenção é parar de ver imagens de tartarugas comendo sacolas plásticas, então as sacolas compostáveis não são a solução porque elas não vão se decompor no fundo do oceano,” explica a diretora executiva da empresa Packaging NZ, Sharon Humphreys.

De acordo com o gerente de operações da companhia de compostagem industrial Envirofert, Paul Yearbury, “plástico biodegradável é basicamente plástico. Tudo é biodegradável se você der o tempo necessário.”

A empresa coleta lixo verde, ou seja, aquele originário da poda ou corte de árvores, e também embalagens compostáveis de toda a região de Auckland, Waikato e da Baía de Plenty (NZ).

Yearbury diz ainda que é difícil de discernir quais itens são compostáveis porque a rotulagem é mal feita. Geralmente, as sacolas compostáveis feitas de materiais de origem animal se encaixam em um ciclo de 22 semanas de compostagem, mas as biodegradáveis, não.

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O gerente fica feliz por perceber a preocupação das pessoas e das grandes companhias com o meio-ambiente, mas reclama porque é difícil para ele, que tem que se certificar da procedência do que vai em seu adubo, de saber dizer o que será dissolvido ou não.

A rede de supermercados Farro Fresh, que pretende começar a usar sacolas compostáveis de origem vegetal ainda este ano, tem como intuito passar a usar apenas sacolas reutilizáveis. A troca seria apenas um pequeno passo em direção a isso.

Os diferentes tipos de plástico

O plástico degradável é o plástico “comum”, com um químico adicionado a ele que desintegra a sacola em partículas minúsculas de plástico. São prejudiciais, já que essas partículas ficarão no meio ambiente por muito tempo e serão impossíveis de serem retiradas de lá.

As sacolas rotuladas como biodegradáveis não são regulamentadas e não possuem qualquer garantia de que será decomposta ou que deixará resíduos no meio ambiente. Tem potencial para causar danos aos ecossistemas.

As consideradas compostáveis podem ser divididas em dois tipos: as domesticamente compostáveis e as comercialmente compostáveis. A maior parte dos plástico rígidos são compostáveis apenas em ambientes adequados, já que elas requerem temperatura e umidade específicas para serem transformadas em adubo.

Esse último tipo seria o mais indicado e a melhor alternativa aos plásticos comuns, o problema está em garantir que os compostos seriam descartados da maneira correta para que a compostagem realmente acontecesse, sem danificar o meio ambiente de qualquer forma.

Infelizmente, os plásticos, em um geral, não são corretamente descartados e o fim que eles têm são os mesmos: em aterros, onde eles provavelmente não irão se decompor.

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