O número de casos de gripe canina, conhecida popularmente como tosse dos canís, sobe em média 80% durante o inverno. Os dias frios possibilitam que a bactéria causadora da doença se espalhe com mais facilidade entre os animais, especialmente nos canís.

De acordo com o médico veterinário César Baschirotto, é importante que os tutores de cães fiquem atentos a eventuais “afogamentos” de seus animais. “Esses engasgamentos são geralmente secos e se parecem com tosses mais violentas. Podem significar que o cão contraiu a bactéria”, completa.

A tosse dos canís afeta o sistema respiratório dos cães, dificultando a passagem de ar. Geralmente os sintomas consistem em tosse e redução do apetite, além de inchaço nos linfonodos (pequenas massas de pele) maxilares do animal. A infecção dura em média sete dias e não pode contagiar seres humanos.

Xaropes, antibióticos e anti-inflamatórios são utilizados para o tratamento da infecção. A prevenção é feita através de uma vacina aplicada no cachorro, seguida de um reforço no mês seguinte, além de outros anuais. “Deve-se prestar atenção ao período da vacina. Para que faça efeito, o animalzinho não pode estar doente”, explica o veterinário.

Além da vacina, outras opções são roupinhas e cachecóis para os cães. Esses acessórios mantêm a temperatura corporal do animal sempre elevada, ajudando na proteção contra a bactéria. Ambientes aquecidos também são indicados.

“É preferível que o local onde o pet passa a maior parte do tempo possua algum tipo de proteção para que o cãozinho não encoste no chão, que geralmente é gelado ou até úmido”, completa Baschirotto.

Nos felinos

Por ter origem alérgica ou relacionada a doenças da traqueia, a gripe felina pode ser mais difícil de ser percebida. Também pode ser transmitida por outros gatos. Dias frios ou chuvosos influenciam a infecção do animal.

O tutor deve prestar atenção aos espirros do gato. Geralmente indicam algum problema pulmonar felino, mas também podem significar que o bichano contraiu gripe. “Assim que o gatinho começar a espirrar, a recomendação é leva-lo ao veterinário o mais rápido possível, já que a gripe felina pode levar a óbito”, alerta Baschirotto.

A gripe dos gatos não afeta seres humanos. O tratamento é feito com antibióticos e dura de sete a 15 dias. Não existe vacina preventiva para a doença.

Fonte: Portal SATC

Via: Anda.jor.br