O excesso de pesca é uma das principais causas da devastação marítima.

Foto: Andalou Agency

Em sua coluna da última semana no The Guardian, o jornalista e ambientalista britânico George Monbiont ressalta detalhes importantes acerca do responsável pela destruição dos oceanos, segundo a recém lançada pesquisa da ONU: a indústria da pesca.

Antes disso, Monbiont ressalta sua opinião a respeito da cobertura da imprensa sobre o assunto: “Quanto mais importante o assunto, menos ele é debatido”. No caso local para o jornalista, os veículos se preocupavam mais em contar sobre o nascimento do bebê real e uma disputa entre vizinhos sobre um pátio, do que em falar sobre o real problema. “Há uma razão para isso: se estivermos cientes de nosso problema, nós iríamos exigir mudanças no sistema. Mudanças sistemáticas são altamente ameaçadoras para quem controla a mídia”, acrescenta.

Seguindo para o conteúdo da coluna, Monbiont ressalta sobre os oceanos, e qual o resultado que o grupo de cientistas mais importantes do mundo trouxera a respeito de sua destruição. “Não é o plástico. Não é poluição, nem mudança climática e nem sequer é a acidificação do oceano. É a pesca”, constata em seu texto.

Uma investigação feita pelo Greenpeace no ano passado revela que 29% da cota de pescaria no Reino Unido vai para os bolso de cinco famílias milionárias, e todas fazem parte da Sunday Times Rich List. Uma única multinacional holandesa que opera com uma vasta equipe de navios de pesca possui 24% da cota inglesa. Os barcos menores, que não passam de 10 metros de comprimento, comprometem 79% das frotas, mas só conseguem pescar 2% da cota.

O mesmo se aplica para o resto do mundo, segundo Monbiont. Grandes navios de nações ricas exterminam os peixes que cercam países mais pobres, privando o acesso de centenas de milhares de sua principal fonte de proteína, enquanto aniquilam tubarões, atuns, tartarugas, albatrozes, golfinhos, e praticamente o resto da vida marítima.

O alto-mar, região além da zona territorial marítima de um Estado, é um reino sem leis. Nesse tipo de pesca, os navios dispõem linhas de rede que passam de 120 km de comprimento, que varre as presas de uma região ainda sem predadores.

Por alguns anos, as populações de bacalhau e cavalinha ao redor do Reino Unido tinha começado a se recuperar. “Nos foi dito que poderíamos voltar a comê-los com a consciência limpa”, comenta o autor do texto. “Ambas estão despencando agora”. Graças a isso, a pesca de cavalinha perdeu o rótulo de sustentável.

 

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