O governo norte-americano tem enfrentado, nos últimos meses, um desafio nunca esperado: com a baixa na demanda por laticínios, eles tem tentado de todas as maneiras ajudar os produtores. Uma série de fazendas, muitas delas grandes e famosas pela produção de leite e seus derivados, acabaram fechando recentemente.

Para impedir que outras sofressem as mesmas consequências, o governo precisou evocar uma lei da época da ‘Grande Depressão’ para legitimar a compra de mais de 10 milhões de galões excedentes. Ainda assim, os esforços não foram suficientes e os excedentes continuam sendo um grande problema para o país.

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A última notícia é a de que Tom Visilak, ex-secretário de Agricultura e presidente do Conselho de Laticínios de Exportação, está conduzindo negociações com comerciantes de laticínios na China nesta semana. Visilak espera estabelecer um acordo comercial que elimine as tarifas retaliatórias que a China impôs às importações de produtos lácteos dos Estados Unidos para despejar o excesso produzido nos EUA sobre os consumidores chineses.

“Com uma oferta abundante de leite, os exportadores de laticínios dos EUA estão equipados de maneira única para atender à crescente demanda chinesa por uma ampla gama de produtos lácteos nutritivos e de alta qualidade que são produzidos de forma segura e sustentável”, disse Vilsack.

“Esta é uma parceria que continuará a beneficiar ambos os países nos próximos anos.” No ano passado, o estoque de lácteos dos EUA alcançou um recorde histórico de 78 milhões de galões de leite não vendido, enquanto o estoque de queijo alcançou um recorde este ano.

Enquanto alguns defensores da indústria de laticínios acreditam que os preços baixos do leite são responsáveis ​​pela indústria, uma nova pesquisa apresentada pela fornecedora de ração animal Cargill revelou que o consumo global de leite diminuiu 22% nos últimos anos, enquanto o consumo de leite vegetal triplicou.

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