A cidade de Phoenix, no Arizona, promulgou uma lei que proíbe a venda de cães e gatos em lojas especializadas.

O Conselho da Cidade de Phoenix autorizou o banimento da venda de animais domésticos após uma votação vitoriosa, com o resultado de cinco votos à favor e três contra. As informações são do One Green Planet.

Esta lei é um grande passo para a luta contra fazendas de filhotes, onde cães e gatos vivem em condições deploráveis, confinados em celas (em casos com até 100 cães amontoados), sem nenhum exercício ou estímulo, com pouca água, pouca comida e quase nenhum cuidado veterinário. Neste lugares, as matriarcas são isoladas e sobrevivem unicamente para darem a luz a mais filhotes, que são logo separados dela e enjaulados. Quando já não conseguem “produzir” filhotes, são mortas friamente.

Algumas equipes de resgate até mesmo encontram cães paralíticos, sujos com as próprias fezes, e tantos outros que são abandonados por tutores que não reconhecem no animal uma vida, mas somente um objeto.

Segundo a associação de defesa animal ASPCA, a situação de maus-tratos e negligência é comum entre as fazendas de filhotes e não é difícil encontrar cães agressivos ou extremamente apavorados que não conseguem mais se relacionar com humanos ou com outros de sua própria espécie.

Muitas lojas de animais frequentemente são palcos para estas horríveis situações e consumidores – por inocência – compram animais sem saber que ajudam a movimentar uma indústria de maus-tratos que mantem em cativeiro, reproduz e explora animais, negligenciando qualquer cuidado mais específico e negando aspectos básicos da vida de um animal, como a interação com outros de sua espécie e espaços para se exercitar.

De acordo com Cath Gillie, assistente de campo e diretora do Dog Trust, que testemunhou as barbaridades de uma fazenda de filhotes, a primeiro momento pode parecer que se trata de um local onde os animais praticam exercícios e vivem ao ar livre, entretanto se trata exatamente do contrário. A sujeira, a escuridão e o odor fétido marcam fortemente a experiência dentro de uma dessas fazendas.

A diretora ainda diz que os danos aos filhotes ultrapassam o visível. São danos psicológicos, também, que os transformam em animais associáveis.

Quando se priva um cão de manter contato com outros de sua espécie ou com humanos, se retira a capacidade do animal lidar com situações adversar. Não necessariamente o cão se tornará agressivo, ele poderá também ficar muito apegado aos tutores, extremamente carente e dependente, segundo matéria do Guardian.

Para Cath Gillie, esta é maior ironia a respeito da indústria de animais domésticos, já que eles acabam sendo impossibilitados de manter relações com humanos e com outros animais.

Incentivo à adoção

Segundo o AZCentral.com, a lei da cidade de Phoenix vai contra “as práticas abusivas de alguns criadores de animais em larga escala” e irá ajudar a diminuir “a superpopulação local de animais domésticos”, com o incentivo à adoção de animais pelo moradores, ao invés da compra.

“Encolhendo o fornecimento de filhotes de cães no mercado, a nova promulgação pretende aumentar o número de adoções para animais abandonados”, disse Kari Nienstedt, ativista pelos direitos animais e diretora da Humane Society do Arizona.

Mas criadores de “fundo de quintal” também serão proibidos de continuar com suas práticas, já que também será banido pela promulgação a exploração de animais enquanto “prêmios” em parques de diversões, isso inclui peixes, insetos, coelhos, entre outros.

Somente nos Estados Unidos, 2.7 milhões de cães e gatos saudáveis são mortos em canis, revela o One Green Planet. Com este dado alarmante, a ação do Arizona se torna uma exemplo para todas as outras cidades que ainda permitem este tipo de exploração animal e guia as atitudes corretas a se tomar contra a exploração em massa de animais.

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