Coleiras com o RGA (RG Animal) são comumente vistas no pescoço dos animais. Além desta identificação, um novo tipo de registro interno já faz parte da vida de alguns bichos: os microchips.

A preservação de animais silvestres e exóticos já exigia este tipo de registro. Porém o que ainda deixa muita gente em dúvida, é o uso de microchips em animais domésticos.

No município de São Paulo, uma lei, publicada em julho de 2007, determina a obrigatoriedade de canis a comercializarem ou doarem animais com microchips, cujo número e código e barras devem estar na nota fiscal.

O microchip, que é revestido por uma cápsula de biovidro, de 12 x 2 milímetros, tem local próprio de aplicação em cada animal. “É um padrão. Afinal, imagina se você esquece onde aplicou em um elefante”, brinca o gerente comercial da empresa de microchips, Animal Tag, Ruy Cereda.

Ele possui um número único que, quando um leitor se aproxima, encontra dados como nome e endereço do proprietário, raça e idade do animal, entre outros.

Estas informações são registradas em uma base de dados, que pode estar disponível por meio de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do respectivo município ou até mesmo online. A Animal Tag oferece cadastro na rede, mas nem todos os donos inscrevem seus bichos para facilitar a localização em caso de perda.

“No Brasil todo, já vendemos por volta de 140 mil chips para animais domésticos, mas apenas 67 mil destes foram cadastrados em nosso banco de dados”, revela Cereda.

Por que ‘chipar’?

Entre os motivos que levam algumas cidades a tornarem obrigatório o uso do microchip estão a posse responsável e a segurança. Cereda ressalta “a questão da mordedura de cães, no caso dos pit bulls.”

Já quando se fala em cavalos, é recorrente a questão da fuga” dos animais. “Se o animal for solto em via pública, podemos localizar o proprietário”, diz o diretor do Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, Luiz Cortez.

São recorrentes também preocupações a respeito de zoonoses, como a leishmaniose, cujos hospedeiros são os cães e gatos e podem passar a doença aos humanos com o contato.

Além disso, são indiscutíveis os benefícios relacionados à localização. No caso de perda, o dono tem mais chances de localizá-lo do que com cartazes espalhados pelo bairro.

Como funciona a aplicação

Do tamanho de um grão de arroz, a peça transponder – que se popularizou como microchip -, é composta por uma cápsula de biovidro, o mesmo material utilizado no marcapasso humano. Cereda explica que “não haverá rejeição do organismo e ele não irá querer expelir o corpo estranho.”

A cápsula é revestida com uma camada chamada “Parylene C”, responsável por impedir a migração. “Esta camada irá se expandir em contato com o tecido do animal, criando ‘garras’ para não sair da região”, diz Cereda.

O microchip propriamente dito está dentro desta cápsula – e é nele que fica a inscrição do número único. O composto é completado também por uma antena de ferrita.

O transponder não tem bateria, mas dura em torno de 120 anos. E, de acordo com Cereda, ele não pode ser localizado via satélite, servindo somente para identificação.

Além disso, não há diferentes modelos de chips. “Há quatro anos, existe uma norma mundial para que os microchips sejam iguais, pois deve ser lido por leitores em qualquer lugar do mundo”, explica.

A leitura é feita por ondas de radiofreqüência emitidas pelo leitor, que é brasileiro. Os microchips vêm da Suíça.

Os dados que o RG eletrônico armazenam podem ser encontrados em um banco de dados, criado por um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), clínica ou pet shop.

Quanto custa

Sem cirurgias ou anestesias. “A aplicação é subcutânea, com uma seringa praticamente igual a de injeção, só que com a agulha mais grossa que o normal”, explica Cortez.

Segundo ele, o preço unitário para compra pelas clínicas, CCZs e outros é em média 10 reais. Já Cereda afirma que o usuário final será cobrado de 35 a 50 reais pelo microchip. E provavelmente há um custo que envolve a aplicação.

Fonte: IDG Now!
Fotos: Ricardo Almeida/SMCS

Comentários

  1. Boa tarde Valesca!

    Infelizmente não temos essa informação. Provavelmente algum veterinário de sua região poderá te informar onde se realiza tal procedimento.

  2. Eu ganhei uma cadela e vou levá-la para a Austria, onde eu moro. Meu voo faz conexao em Londres…Antes de viajar, toda a documentacao será providenciada, inclusive a cadela será chipada, pois, essa é uma das exigencias para entrada na Uniao Européia. Minha dúvida é, devo dar os meus dados daqui da Austria quando eu chipar a cadela, certo? Se tiverem informacoes sobre as exigencias para a entrada de caes brasileiros no Reino Unido, peco que me orientem, pois, tenho procurado na Internet e já encontrei infs. diferentes…. nao sei o que fazer. Obrigada, Márcia

  3. Márcia Gruber;desde 2010 ja existe passaporte para cães,ele é definitivo e muito pratico;também serve para dentro do Brasil,o que despensa toda aquela burocracia,bastando o passaporte com a carteirinha de vacinas,ele é tirado em aeroportos;porem se ele não tiver chip,você tem que colocar,pois só tira o passaporte se ele for chipado;procure no google (passaporte para cães)encontrará todos os detalhes.
    e boa viagem pra vocês.

  4. Olá, gostaria de saber se esse chip também pode ser colocado em veículos? e como poderia ser rastreado se for o caso ? SEM MAIS AGRADEÇO.