Ter um animalzinho de estimação exige diversos tipos de cuidados e muita atenção para que o animalzinho não apresente comportamento compulsivo.

A compulsão em animais pode ocorrer por diversos motivos como stress, ansiedade, tédio e até mesmo fatores genéticos, por isso, é importante observar se seu animalzinho de estimação apresenta ou não comportamentos estranhos, e se esses podem ou não ser compulsivos. Nem sempre é fácil identificar, geralmente animais tem suas manias e hábitos que somem com a mesma rapidez com que surgem, mas algumas manias podem se repetir com maior frequência e se agravarem conforme o tempo.

Existem terapias, muitas vezes aliadas a medicamentos, que podem ajudar a tratar um comportamento compulsivo, mas nem sempre o resultado é garantido e satisfatório, portanto, a melhor forma de evitar o comportamento compulsivo em seu pet, é prevenindo.

Animais que ficam muito tempo sozinhos tendem a desenvolver a compulsão. Se é o caso de seu pet, ao sair, procure deixar um ambiente rico, com atividades e opções para seu pet se divertir, mesmo enquanto sozinho. Coloque brinquedos à disposição dele, espalhe petiscos em locais diferentes da casa, estimule-o a transitar por mais de um ambiente dando-lhe opções do que fazer. Por exemplo, os cães adoram brinquedos de borracha, espalhe alguns por mais de um ambiente. Se ele circula livremente por dentro de casa, coloque brinquedos atrativos e coloridos em mais de um cômodo, junto com alguns brinquedos, e principalmente nos locais onde você quiser que ele fique mais, coloque petiscos e ossinhos para que ele os encontre. Dessa forma, ele não será atraído por objetos perigosos e impróprios para suas brincadeiras, assim como não roerá móveis e outros objetos inadequados. Ele terá sempre o que distraí-lo e com segurança.

Já os gatos, por serem animais mais independentes, que se entediam facilmente e muito curiosos, além de terem a facilidade de subir em locais altos e se esconderem em gavetas e armários, pode ser mais difícil de mantê-los entretidos em um único lugar. Gatos exigem criatividade e paciência, principalmente quando filhotes. Ofereça opções para seu gato explorar. Brinquedos como túneis, arranhadores e bolinhas podem ser boas opções, mas muitas vezes poderá ser necessário trocar o arranhador de lugar, colocar uma caixa de papelão em outro cômodo e tudo isso aliado a alguns petiscos escondidos para que ele os encontre e faça sua própria brincadeira de caça-ao-tesouro. Se seu gatinho apresenta um comportamento compulsivo no sofá (por exemplo), coloque petiscos e um brinquedo atrativo longe do sofá. Deixe outros brinquedos próximos ao local de forma que atraiam mais o bichano do que o próprio sofá em si. A presença de um arranhador no braço do sofá, ou próximo a ele também será necessário para que o peludo não tenha necessidade de afiar as unhas no local proibido.

Os animais podem apresentar diversos comportamentos compulsivos, mas é importante observar se o comportamento desenvolvido afeta ou não diretamente a sua saúde. Alguns comportamentos podem ser constrangedores ou desagradáveis apenas para nós humanos, como latir ou miar em excesso, andar em círculos, roer os móveis, comer tecido e etc, enquanto outros como arrancar os próprios pelos/penas, arrancar as unhas e coceira extrema, entre outros, podem causar lesões e infecções no animal, além de serem extremamente dolorosos para o animal.

Ao observar qualquer comportamento repetitivo em seu pet e suspeitar que possa ser uma compulsão, avalie se é um tipo de compulsão que possar prejudicar ou não a saúde do animal. Se não for prejudicial, avalie se é possível conviver com esta mania. Muitas vezes, impedir uma compulsão pode gerar outra mais grave. Caso não seja possível conviver com este comportamento do animal, comece a oferecer-lhe opções de entretenimento diferenciados, como citado acima e reduza aos poucos o contato com outros objetos semelhantes, por exemplo, se seu pet está comendo tecido, dê ursinhos e bichinhos em tecidos variados, aos poucos, substitua os bichinhos de tecido por outros de borracha, e varie nos brinquedos, oferecendo-lhe bolinhas, além de petiscos e biscoitinhos próprios para animais. O trabalho deverá ser gradativo, leva tempo e pode não apresentar os resultados esperados, neste caso, é recomendada a visita a um veterinário que poderá oferecer medicamentos ou terapias para auxiliar no tratamento da compulsão.

Note qual vem sendo sua atitude no momento em que o animal apresenta o comportamento compulsivo. Muitas vezes ele está fazendo isso de forma consciente, para chamar sua atenção e ganhar um brinquedo, carinho ou guloseima. Não premie seu animal durante a compulsão e não a interrompa com algo que ele provavelmente deve estar querendo. Deixe-o sozinho até que ele pare e apresente o comportamento desejado. Aí sim ele deve ser recompensado. Os petiscos utilizados no tratamento devem ser para atraí-lo à um lugar, e não para acostumá-lo a ter sempre algo lá. Mude de lugar os petiscos e reduza a quantidade aos poucos.

Ao surpreender seu animalzinho em um comportamento compulsivo, faça um barulho incomodo ou deixe-o sozinho, sem atenção. Neste caso não lhe dê carinho, nem petiscos. Os sustos e o “NÃO” dito de forma firme, funcionam em muitos casos para a educação e condicionamento do animal, mas algumas vezes poderão causar mais stress, gerando outras compulsões, portanto é de extrema importância conhecer o perfil de seu pet e entender se este comportamento está acontecendo devido a um momento de sua vida, ou se a tendência é se tornar cada vez pior e mais grave.

Em caso de surgirem compulsões como arrancar o próprio pelo, auto-mutilação e outros comportamentos prejudiciais à saúde do seu pet, leve-o imediatamente ao veterinário.

O importante é sempre ter paciência e ajudar seu peludinho a entender o que é certo e o que é errado, além de dar-lhe muito carinho e atenção.

 

Fonte: Pet Rede