De acordo com um novo relatório divulgado pela empresa de pesquisa de mercado Million Insights, as preocupações com doenças cardíacas e câncer de mama ajudarão a impulsionar o mercado global de laticínios à base de plantas, que pode chegar a valer US $ 35,6 bilhões (R$ 139,3 bilhões) até 2024.

O relatório analisou a projeção do mercado de alternativas lácteas através de diversas categorias, como sorvete, manteiga, queijo, entre outros. Porém, também verificou os motivos que estão impulsionando o crescimento global da categoria.

O consumo de laticínios à base de vegetais atualmente está em ascensão graças a um número sem precedentes de indivíduos que estão se identificando como veganos. Porém, fatores como o aumento de pessoas intolerantes à lactose e uma demanda por produtos inovadores também impulsionaram esse setor.

De acordo com o relatório, a prevenção do câncer de mama e doenças cardíacas devem “aumentar o crescimento do mercado no próximo período”. Além disso, menores índices de gorduras e a ausência de colesterol nas bebidas lácteas alternativas ajudarão a aumentar a demanda.

Ao contrário de laticínios de origem animal, leites veganos produzidos a partir de soja, amêndoas, aveia, coco, e outros, não contêm colesterol.

Novo estudo revela que preocupações com doenças cardíacas e câncer de mama ajudarão a impulsionar o mercado global de laticínios à base de plantas.

Foto: Divulgaçãovega

Pesquisas médicas estabeleceram uma ligação entre colesterol alto e produtos lácteos, juntamente com outros produtos de origem animal, como carne. Uma revisão do estudo, conduzida pela Nutrition Review, mostrou que pessoas que aderem a uma dieta à base de vegetais têm níveis mais baixos de colesterol, comparados com onívoros.

Um estudo divulgado no início deste ano pelo Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer mostrou que evitar produtos de origem animal pode ajudar a prevenir todas as formas de câncer.

Os consumidores também estão tornando-se mais consciente dos riscos à saúde associados aos laticínios e outros produtos animais. Ao mesmo tempo, os benefícios de uma dieta vegana não podem mais ser negados.

Em uma clínica de cardiologia no estado da Pensilvânia, no nordeste dos EUA, a recomendação médica para a adoção de uma dieta vegana levou pacientes com problemas de colesterol e pressão arterial a abandonar o uso de medicamentos.

Este não é o primeiro relatório de mercado a apontar a saúde como um fator determinante no aumento das alternativas lácteas. Um diagnóstico recente da empresa de pesquisa de mercado global Mintel previu que o consumo de lácteos de origem animal cairá 11% até 2020 na Europa Ocidental. A previsão afirma que a queda ocorrerá em parte graças ao aumento das preocupações com a saúde.

Uma pesquisa realizada pela Nutritional Outlook revelou que metade dos usuários de laticínios dos EUA também compram leite à base de plantas, impulsionado por alergias, preocupações com o efeito dos laticínios sobre o colesterol e outros problemas de saúde.

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