Todo mundo sabe que os camaleões mudam de cor para se camuflar, mas uma nova pesquisa publicada na revista Biology Letters sugere que suas cores refletem diretamente mudanças de humor e outros aspectos. Este camaleão-do-iêmen (Chamaeleo calyptratus) parece ser um macho bonito e saudável, devido ao estado geral de seu corpo e à grande quantidade de cores vivas. “A mudança de cor é interessante porque é controlada tanto pelo sistema hormonal como pelo nervoso. Os camaleões também são sensíveis à luz e à temperatura”, explica o autor principal do estudo, Russell Ligon, da Escola de Ciências da Vida da Universidade Estadual do Arizona.

Muitos camaleões exibem uma coloração estática, com escamas de diferentes matizes. No entanto, não há nada entediante na mudança de cor dos camaleões. “Acredito que os camaleões desenvolveram a mudança brusca de cor porque precisavam de uma forma eficiente de comunicação enquanto vivam nas árvores e pequenos galhos. Provavelmente, era mais difícil e arriscado exibir comportamentos elaborados no alto de uma árvore”, teoriza Ligon. 

Ligon e seu colega, Kevin McGraw, descobriram que durante disputas, os machos do calameão-do-iêmen com coloração brilhante eram mais propensos a iniciar confrontos, enquanto os que tinham cores mais brilhantes e que mudavam mais rápido costumavam vencê-los.
Essas mudanças drásticas de cor podem estar ligadas aos hormônios e ao metabolismo. “Os camaleões não apresentam necessariamente flutuações hormonais ou energéticas extremas. São flutuações normais, que se manifestam exteriormente por meio das cores e da rapidez com que mudam de uma para outra”, explica Ligon.
As mudanças de cor dos camaleões acontecem durante as batalhas, mas também em encontros românticos. “Nessa espécie, observei apenas um comportamento de acasalamento, em que a fêmea exibia uma bela cor verde clara com nuances de azul enquanto o macho a cortejava”, disse Ligon . “Após a cópula, ela rapidamente mudou para uma cor escura, preto pontuado com manchas amarelas e azuis. Seu comportamento mudou imediatamente após a cópula: a fêmea passou de participante passiva a agressiva, silvando para tentar afastar o macho”.
Fontes: Discovery; Russell Ligon e Megan Best

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