Como consequência de uma colaboração entre o designer de produto indiano Susmith C. Suseelan, e a designer e pesquisadora de materiais eslovaca Zuzana Gombosova, surgiu o couro de água de coco, batizado de Malai.

Reprodução | Plant Based News

O intuito dos dois era o de procurar um substituto para o couro de origem animal já que, de acordo com Suseelan, “Ninguém pensa no prejuízo ao meio ambiente nem no número de animais que são assassinados no processo”. E encontraram o que procuravam.

Gombosova passou muito tempo explorando o potencial das bactérias de celulose nascidas na água de coco na Índia, enquanto Suseelan queria encontrar algo que pudesse ser usado na indústria têxtil e, juntos, conseguiram chegar a essa alternativa 100% ecológica.

Exemplo de bolsa feita a partir do produto (Reprodução | Deccan Chronicle)

O resultado encontrado por ambos é, além de um material flexível e durável, com aparência muito próxima de couro e papel, um produto livre de crueldade animal, já que não requer o uso de qualquer ingrediente de origem animal em nenhuma das etapas de produção.

Além disso, a matéria prima usada na produção da celulose é toda retirada de restos de cocos processados pela indústria alimentícia da cidade de Querala, na Índia.

“Água de coco, que não tem uso nenhum para a indústria, é o que serve como o material para fazer a bactéria da celulose. Foi depois de tentar quase 150 fórmulas diferentes que nós finalmente chegamos próximo do que queríamos criar – um produto novo e ecológico que pode ser usado comercialmente,” explica Gombosova.

É uma tentativa de, acima de tudo, reduzir o desperdício. “Já passou da hora de um substituto ecológico ao couro ser introduzido no mercado,” acrescenta Suseelan.

Reprodução | Deccan Chronicle

No processo de criação da Malai, eles descobriram também que se acrescentar fibras naturais na bactéria da celulose, isso pode elevar ainda mais a qualidade do produto final. “Nós procuramos fibras naturais de fazendas de bananas, que descartariam-nas sem dúvida alguma após o produto ser colhido,” contam.

Os parceiros pretendem começar uma startup que será batizada de “Malai”, em homenagem ao nome da celulose da qual o produto é derivado. Eles estão em busca de parceiros para que o produto possa ser produzido em grande escala e comercializado.

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