Um urso pardo assaltou as colmeias da empresa Apimonte, em Bragança, no noroeste de Portugal, e devorou 50 quilos de mel. Segundo o jornal O Público, o animal fora detectado no Parque Natural de Montesinho, próximo da fronteira com a Espanha, pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os ursos pardos são considerados extintos em Portugal desde 1843. Esta foi a primeira vez, desde então, que um exemplar foi visto em território português. Segundo o ICNF, será difícil detectar a presença de outros ursos desse tipo, vindos da Espanha, por causa do tamanho e do comportamento do animal. A agência foi notificada pelas autoridades espanholas sobre a possível “visita” do urso, cuja ação lembra a do personagem “Zé Colmeia” (ou Yogi), de Hanna-Barbera.

Segundo O Público, o dono da Apimonte, Luís Correia, notara a destruição de uma das redes de um apiário localizado a 700 metros da fronteira com a Espanha, em 29 de abril passado. Uma das colmeias havia sido removida. Os seus restos foram encontrados a 30 metros dali, sem cera, nem mel nem abelhas.

“Ficamos de boca aberta, não percebemos o que tinha se passado e saímos dali intrigados com a situação”, afirmou Correia ao jornal português.

Colmeia destruída pelo urso-pardo Parque Natural de Montesinho: digitais no canto da caixa.

Colmeia destruída pelo urso-pardo Parque Natural de Montesinho: digitais no canto da caixa. (//Reprodução)

Nos dias seguintes, outras colmeias foram surrupiadas. O ICNF enviou um técnico ao local. As pegadas encontradas e os pelos deixados pelo caminho deixaram claro que o autor dos roubos era um urso pardo. O apicultor surpreendeu-se, mas disse que o animal será bem-vindo se não causar tantos estragos.

“Temos sempre receio porque a apicultura é uma atividade muita cara, mas queremos agradar o urso para ver se ele fica por aqui. O regresso dessa espécie já era aguardado há muito tempo”, afirmou Correia a O Público. “Gostamos que os animais venham para cá porque, caso contrário, o parque se torna pobre em termos de biodiversidade.”

Fonte: Veja.

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