Os turistas que consideram divertido andar sobre as costas de animais que são parte de atrações turísticas por todo o mundo normalmente ignoram os sofrimentos pelos quais esses animais passaram ou estão passando para lhe servirem de “entretenimento”. É o caso de elefantes e muitos outros animais que chegam aos mercados e destinos turísticos da Índia, e que levam vidas miseráveis. A Índia abriga dois grandes eventos que atraem turistas não só da Ásia como também do mundo todo.

Um dos mais famosos é o chamado “Sonepur Mela Festival”, que recebe esse nome por acontecer na cidade indiana de Sonepur. Esse festival envolve uma reunião de pessoas de toda a Ásia, que vai ao local para prestigiar o que se conhece como maior mercado e feira de animais do país. Nele, durante um período que dura de 15 a 30 dias, animais incluindo os selvagens são vendidos, trocados e negociados, muitos deles ilegalmente e a portas fechadas. A reunião promove um verdadeiro tráfico, ano após ano, desrespeitando aspectos legais e provisões da Lei de Proteção à Vida Selvagem de 1972, que proíbe a comercialização de diversas espécies animais. As informações são do The Dodo.

Colocados em fila para serem exibidos, bovinos, cavalos, camelos e elefantes são acorrentados ao chão por seus “tutores”, e presos em estacas com pontas afiadas que os machucam e restringem os seus movimentos. Eles são forçados a ficar de pé, em espaços pequenos nos quais mal podem se mover, em meio a sujeira e seus próprios excrementos, durante dias, até serem vendidos. Elefantes com doenças óbvias e aparentes não são tratados com nenhuma compaixão, nem recebem qualquer atenção ou cuidado – eles estão lá simplesmente para serem expostos e gerar lucro. Alguns vendedores enfeitam os elefantes com adereços pesados e desnecessários, causando-lhes ainda mais agonia física e mental.

Os cavalos nessa feira são soltos apenas para serem cavalgados em uma pequena ilha na qual os vendedores pretendem mostrar as habilidades dos animais, e então são rapidamente presos ao chão novamente. Milhares de bovinos e caprinos claramente esquálidos também são disponíveis para venda. Cabras são confinadas em estábulos extremamente pequenos, enquanto os bovinos são tão fracos que muitos deles, apesar de serem amarrados a barras e carrocerias, não conseguem nem mesmo ficar de pé. Outros animais comercializados na feira incluem todas as raças de cães, camelos, búfalos e aves. Os pássaros são mantidos em gaiolas tão pequenas que sequer conseguem se virar para o outro lado, e não recebem comida nem água.

Para assegurar que esses animais pareçam mais decorativos para os clientes, vendedores fazem furos em suas orelhas e presas para pendurar bijuterias e pesados objetos, mutilando os pobres animais, tudo em nome de mudar a sua aparência para agradar os algozes humanos, e sem permissão do departamento estadual de vida selvagem, violando a lei de 1972. Da mesma forma, é frequente se ver, entre esses elefantes usados para o trabalho, animais totalmente ou parcialmente cegos, e ainda assim forçados a levar pessoas e servir de atrações turísticas.

Além dos danos físicos óbvios notados nesses elefantes, eles também sucumbem a doenças mentais. Balançar constantemente o corpo e a cabeça são indicadores da frustração e da séria deterioração mental também sofridas por esses explorados e cativos animais.

A Animal Recovery Mission, uma organização sem fins lucrativos, tem feito investigações secretas na Índia para expor esses meios desumanos de abuso aos animais, tanto em Jaipur quanto em Sonepur. Para saber mais sobre o trabalho da ONG, visite o site, e também assine a petição que será endereçada ao governo para expressar a indignação perante as atrocidades cometidas em tais eventos. Não hesite em compartilhar o assunto e participar, pois ações precisam ser tomadas e vozes necessitam ser ouvidas de modo a ajudar esses sofredores animais.

Fonte: Anda.jor