O Ministério Público Federal (MPF) recomendou às empresas de turismo e hotelarias do Amazonas que regularizem, junto aos órgãos ambientalistas competentes, os cativeiros de animais silvestres que possuam, no prazo de 30 dias, e que também não permitam que turistas tenham contato direto com os animais, especialmente mediante pagamento.

Botos são expostos constantemente ao contato com turistas

| Foto: Divulgação

De acordo com a recomendação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Batalhão de Policiamento Ambiental também devem elaborar planejamentos de fiscalizações periódicas nos estabelecimentos que exploram animais silvestres, além de apresentar propostas ou projetos de medidas compensatórias que possam promover orientação e educação ambiental para os turistas.

Apuração do MPF identificou que há registros fotográficos dos turistas manipulando animais silvestres no Parque Ecológico Janauari, localizado no Rio Negro.

As agências de turismo se beneficiam da atividade ao oferecer o contrato com os animais aos visitantes, colocando-os em risco e causando a retirada dos animais silvestres de seus habitats e maus tratos.

O MPF identificou que grande parte dos turistas condena essa prática, chegando inclusive a formular denúncias ao IBAMA. O uso de animais silvestres em atividades turísticas pode configurar o crime previsto no artigo 29 da Lei nº 9.605/98.

Fonte: D24am

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