Assim como os humanos, sabe-se que os outros animais também sentem a perda de outros membros de seus grupos. Esse período de luto é mais óbvio em alguns animais do que em outros, mas tem sido observado em uma ampla variedade de espécies. Muitas das observações do luto animal foram feitas baseadas em percepções pessoais (não científicas) em santuários, zoológicos e lares; além disso, há algumas revisões de literatura científica que têm este fenômeno como ponto de estudo. Neste artigo, que é um compilado do livro “Como os Animais Vivem o Luto” (“How Animals Grieve”, sem versão em português) da mesma autora, é explorado o que é o luto animal, como podemos reconhecê-lo e o que ele significa. A autora aponta a importância de expressões visíveis de luto porque a visibilidade “ajuda a contrapor acusações de antropomorfismo que podem surgir para afetar modificar as percepções a respeito da emoção e do pensamento animais”. Dito isto, não significa que todo luto é visível.

Um dos principais pontos que a autora enfatiza no resumo é que o estudo do luto animal ainda está em seu início. Nós certamente não “entendemos bem os padrões de luto o suficiente para predizer (por espécie, população ou indivíduo) quando é e quando não é provável que ocorra”. O luto é uma experiência subjetiva. A autora também observa que o luto humano é diferente e nossos rituais de luto “atribuem um valor à comunidade, à linguagem e às respostas de base tecnológica à morte”. Isto significa que nosso luto é mais visível (para nós), mas não necessariamente mais doloroso. De modo geral, a autora nos impele a abrir nossas mentes ao luto de outros animais e a reconhecer que outros animais “sentem a perda porque eles amaram”. Para defensores de animais, este estudo sobre o luto animal nos ajuda a colocar os seres pelos quais lutamos em um contexto em que outras pessoas possam reconhecer seu sofrimento.

Via: Anda.jor.br