Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Corumbá tem vivido em 2018 uma situação atípica. Acostumado com o forte calor, até mesmo durante o inverno, o pantaneiro tem sofrido com frequentes mudanças climáticas que chegam, na maioria das vezes, repentinamente, derrubando a temperatura. Os agasalhos e cobertores que normalmente permanecem por muito tempo guardados nos armários, este ano se tornaram peças indispensáveis para que os corumbaenses e ladarenses enfrentem os dias e noites frios, em pleno agosto, quando o calor geralmente predomina.

Na madrugada da última quarta-feira (22) com os ventos e a chuva, os termômetros chegaram a registrar 11°C. É o que alguns definem como “frio pra cachorro”. Pode ser uma boa noite de sono dentro de casa debaixo das cobertas, entretanto, um sofrimento para moradores de rua e animais que permanecem ao relento, principalmente no período noturno.

Ao observar a situação de três cães da vizinhança durante as noites frias dos últimas dias, uma família, proprietária de um estabelecimento comercial localizado na rua Vinte e Um de Setembro, quase esquina com a Duque de Caxias, no bairro Nossa Senhora de Fátima, decidiu dar um pouco de conforto aos animais.

Além de cobertores, roupas e uma casa de papelão, os cães ganharam água e ração. Shirlei Cristina Nascimento Lima diz que a ideia partiu do marido Wagner de Jesus, mas que toda a família auxilia nos cuidados com os animais que receberam até nome: Chorão, China e Salsicha.

“Ração e água fica à vontade e no frio eles sempre têm o agasalho deles, e os panos. A caixa que serve de abrigo eu consegui em uma loja, é difícil achar das grandes. Tinha porta, uma placa, mas com o vento dessa noite deu uma danificada. Peço que outras pessoas façam isso, deem abrigo também para os animais, nós olhamos para o ser humano, mas os animais também precisam de carinho, atenção. Se alguém trouxer o cobertor ou outra caixa que possa servir como casa pra eles será bem-vindo”, explicou Shirlei ao Diário Corumbaense.

Prevendo possíveis críticas, a comerciante afirma que procura fazer o possível para que os animais estejam bem acomodados do lado de fora do estabelecimento, não afetando em nada a higiene do local.

Durante a manhã, apenas alguns tapetes e a caixa de papelão serviam de abrigo para os animais, já que peças de roupas que haviam sido deixadas no local, foram levadas. “Eram duas ou três camisas que tínhamos deixado ali que acabaram sumindo, mas quem quiser trazer um cobertor fique à vontade porque realmente faz muito frio”, finalizou Shirley.

Frio para os animais

A sensibilidade ao calor e ao frio depende muito do tipo de pelagem do animal. Nesse caso, os cães de pelagem curta são os mais afetados. Os caninos podem apresentar sintomas muito parecidos com o resfriado humano, como tosses, espirros, febre e falta de apetite. É possível confirmar se um cachorro está sentindo muito frio verificando a temperatura de suas orelhas (principalmente nas pontas). Quando eles estão com febre, o focinho fica quente e seco.

Para evitar doenças é necessário que se prepare um canto aconchegante para o repouso dos animais. Um tapete ou um pano são ótimas opções para protegê-los. Para os cães que dormem em “casinhas”, verifique se o local não estará úmido por causa de chuva, por exemplo.

Os animais de pelagem longa e acima do peso não precisam do uso de roupas, pois esses dois fatores já mantêm o corpo aquecido. Os cãezinhos de pouco pelo, caso estejam – realmente – com muito frio, podem usar roupas moderadas. No entanto, o mais recomendado é que se deixe o animal livre, preparando apenas um cantinho para ele na hora de dormir, evitando deixá-lo em ambientes abertos ou úmidos.

Fonte: Diário Online

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