Foto: Adobe/Reprodução

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O fazendeiro e jornalista, Darragh McCullough, classificou vários argumentos populares contra os produtos veganos como absurdos, dizendo que eles chegaram para ficar, e que a comunidade de fazendeiros e criadores precisa aceitar isso.

McCullough, que tem uma fazenda familiar especializada em flores, também produz laticínios através de uma parceria agrícola com um vizinho.

Ao escrever um artigo de opinião para o Independent, McCullough disse que novos desenvolvimentos, como o uso do hambúrguer da Impossible Burger baseado em vegetais no lançamento de uma das maiores redes de fast food com o Impossible Whopper, são sinais de que o interesse do consumidor em evitar ou abandonar os produtos de origem animal é sólido e irreversível.

Novo mundo vegano

“Neste novo mundo, chegou a hora da comunidade de fazendeiros e criadores se interessar pelo veganismo”, escreveu ele, acrescentando que os agropecuaristas precisam “parar com as acusações falsas” contra o veganismo.

“A comunidade de fazendeiros e criadores precisa parar de alegar que se tivéssemos que confiar em veganos para alimentar o mundo, todos nós iríamos passar fome”, disse ele, “é uma tentativa tola de ignorar a realidade. Igualmente, quando afirmamos que não se pode obter nutrientes suficientes com uma alimentação vegana estamos ignorando o fato de que uma grande parte da população mundial, em lugares como a Índia por exemplo, tem efetivamente vivido de uma alimentação vegetariana por séculos”, diz ele.

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“A afirmação que mais me irrita é a situação difícil em que se encontrariam todos os animais de fazenda se o mundo fosse vegetariano. Novamente, isso é um absurdo, já que a única razão pela qual os 25 bilhões de bois, ovelhas, cabras, galinhas e outros animais que atualmente existem e vivem em cativeiro estão ali porque há um mercado para eles. Se não valesse a pena para os fazendeiros criar e vender animais é óbvio que o número de animais criados, reproduzidos, presos e mortos cairia”.

Alterando os nomes de produtos

Ele também compartilhou seus pensamentos sobre as tentativas de proibir os produtores de produtos a base de vegetais de usar palavras tradicionalmente associadas a produtos animais – ou seja, leite, hambúrguer, salsichas.

Um exemplo recente dessas manchetes apareceu nas últimas semanas, quando o comitê de agricultura da União Europeia aprovou propostas para forçar os produtos veganos a mudar seus nomes de hambúrgueres e salsichas para nomes como “discos” ou “tubos”. As propostas serão votadas pelo plenário do parlamento europeu em maio.

McCullough acredita que essas tentativas não terão sucesso porque “os consumidores escolherão os produtos que querem, apesar dos rótulos”.

Dietas Flexitarianas

Ele acredita que os gostos dos consumidores estão mudando – e que “a população em geral está migrando gradualmente para uma alimentação mais flexitariana, em que a carne ainda persiste, mas não mais como a atração principal”.

Esta opinião está ligada a algumas pesquisas de mercado divulgadas recentemente – incluindo dados impressionantes do supermercado Sainsbury, que alegou que 91% dos britânicos já adotaram uma alimentação flexitariana.

“Estamos acompanhando uma demanda crescente por produtos à base de vegetais e, com o aumento incontrolável do flexitarianismo no Reino Unido, estamos explorando novas formas de tornar as opções populares livres de carne mais acessíveis”, disse Rosie Bambaji, compradora de produtos a base de vegetais do Sainsbury.

Recentemente, o YouGov divulgou estatísticas mais moderadas em um artigo intitulado “O futuro da comida é flexitariano?”, que descreve os flexitarianos como “em algum lugar no meio” entre carnívoros e veganos, consumindo carne ocasionalmente, mas se alimentando principalmente de vegetais. O texto ainda afirma que 14% dos britânicos se identificam como participantes desse tipo de alimentação.

Leia mais em: https://www.anda.jor.br/2019/04/fazendeiro-de-laticinios-admite-que-argumentos-contra-o-veganismo-sao-falsos/.

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