“The Last Pig” (O Último Porco, na tradução livre)) conta a jornada pessoal de um criador de animais abordando questões sobre a igualdade, compaixão e o valor da vidas. O fazendeiro Bob Comis, narra de forma comovente seu último ano na criação de porcos, a luta que enfrentou para reinventar sua vida e os fantasmas que ele acredita que o assombrarão para sempre.

As cenas de “The Last Pig” são belas e idílicas porém sua mensagem é forte e desafiadora. Comis, que cresceu nos subúrbios de Nova York com uma infância entre shopping centers e fast foods, aprendeu sozinho sobre a criação e o comércio de porcos de forma orgânica, pensando que com isso poderia oferecer uma alternativa às fazendas de criação industriais.

Comis criou porcos para venda e abate, conforme ele mesmo conta com um tom consternado na voz. Comprando os animais ainda jovens ele os criava até que alcançassem o “peso certo” para irem para o matadouro.

“Eu tentava dar-lhes a melhor vida que eles poderiam ter durante o curto tempo que eles ficavam comigo”, diz ele.

Mas depois de 10 anos, Comis mudou de ideia sobre o que estava fazendo. Ele passou 10 anos em um comércio que ele já considerou nobre, mas que agora entende que é indefensável.

A diretora do filme, Allison Argo, que ganhou já ganhou prêmios Emmy por seus documentários, mostra a explicação de Comis sobre o que ele fez e seu argumento contra isso quase como uma carta de renúncia. “Ele é o único humano no documentário, explicando cuidadosamente seu passado e sua relação com os animais, mostrando o ciclo de vida na fazenda que inevitavelmente terminava com uma viagem ao matadouro”, conta ela.

Ela e o diretor de fotografia, Joseph Brunette, encontram e presenteiam o expectador com inúmeras cenas que mostram a personalidade dos porcos e superam a visão cultural arraigada deles como animais burros e sujos. Quando eles rolam na lama, é porque é um dia quente e seco. Eles correm pela floresta, curiosos e felizes como qualquer outro animal.

Comis se pergunta em dado momento por que vemos os cães como uma espécie elevada, quando os porcos têm as mesmas respostas que eles ao estresse e à ansiedade. Durante um período de depressão, ele conta que cuidar dos animais ajudou-o a sobreviver.

Enquanto Argo não tem medo de incluir cenas de matadouro, o filme não é estruturado como uma polêmica contra o consumo de carne. Em vez disso, é um estudo de caráter ponderado sobre as crenças em evolução de um indivíduo.

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