O golfinho de Maui é a subespécie mais rara do mundo. Hoje, apenas 55 adultos povoam o planeta. E todos eles estão localizados em um santuário na Nova Zelândia, criado pelo governo como um esforço para protegê-lo da extinção. Ele ocupa toda a área ao longo da costa oeste da Ilha do Norte.

Graças às restrições impostas pelos oficiais na região, parecia que o golfinho de Maui realmente tinha uma chance de sobrevivência. Até que recentemente o governo tomou a decisão de abrir o santuário para a exploração de minério.

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Desde que foi insituído, o santuário desempenhou um papel crucial na proteção do Maui. As regras restringem o uso de redes fixas, redes de deriva e redes de arrasto, proibem a mineração do leito marinho nas proximidades e exigem permissão do Departamento de Conservação da Nova Zelândia para que pesquisas sísmicas sejam conduzidas na região.

O DoC da Nova Zelândia enfatizou muitas vezes o fato de que só podemos perder um golfinho a cada 10 a 23 anos sem afetar a capacidade de recuperação da população. Mas com a mineração em alto mar programada para ocorrer na área do santuário, não só os golfinhos de Maui, mas outras espécies ameaçadas de golfinhos, baleias e focas, provavelmente serão afetados de maneiras que comprometerão ainda mais sua existência.

Em um briefing para o ministro da Conservação Eugenie Sage, especialistas do DoC expressaram “preocupações significativas sobre o risco que a mineração comercial representaria para os golfinhos de Maui nesta área”. Por exemplo, levantamentos sísmicos conduzidos para determinar a localização de petróleo e gás poderiam ter impacto devastador nas populações marinhas, interferindo na capacidade de usar o eco para localizar comida, comunicar-se, alimentar os filhotes e até mesmo nadar.

Agora é só uma questão de tempo até que uma operação de mineração comece. Basta o governo dar o sinal verde e as máquinas estarão lá. Caso isso aconteça, trará consigo uma alta possibilidade de vazamentos de petróleo, que podem acabar com as espécies para sempre.

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