A ciência já comprovou que conviver com animais faz bem ao coração, reduz o estresse, incentiva a prática de atividades físicas e estimula o senso de responsabilidade. Para ajudar você a retribuir tantos benefícios, reunimos as principais informações sobre os cuidados com os gatos, de acordo com as fases da vida dos animais.

(Foto: Pixabay)

Como escolher

Estar ciente da responsabilidade que é ter um animal é fundamental antes de optar por ter um gato. A médica veterinária Martina Lese Hoffmann, especialista em clínica de felinos pela UFRGS, lembra que, quando bem cuidados e sem acesso à rua, eles podem ultrapassar os 18 anos de vida.

– É importante levar em conta que serão anos de responsabilidade por aquele gatinho. Apesar de serem animais muito independentes, são também muito apegados aos seus tutores e precisam de diversos cuidados – destaca.

Independentemente da idade do animal, o recomendado é que, assim que ele chegar ao novo lar, seja levado ao veterinário, pois gatos com acesso às ruas são bastante suscetíveis a doenças infectocontagiosas.

Filhotes

Saúde

É fundamental realizar todos os testes para doenças infectocontagiosas. Se estiver tudo certo com a saúde do filhote, aos 60 dias ele pode tomar a primeira dose para doenças virais, seguida da antirrábica. Depois, os reforços devem ser anuais.

Alimentação

Os gatos também devem receber ração própria para sua faixa etária. A principal diferença em relação aos cães é que, por questões fisiológicas, os gatos tomam menos água.

– Eles gostam mais de água corrente do que da parada. Então, sugiro a instalação de fontes, que os atraem mais. Além disso, pode-se deixar vários potes de água espalhados pela casa – sugere Isabel Silva, professora de nutrição animal na UniRitter.

Como os gatos têm comportamento narcisista, o uso de potes d’água com fundo de alumínio é recomendado.

– Ele gosta de se ver, então isso pode chamar a atenção – diz Isabel.

(Foto: Divulgação)

Comportamento

É na infância que os tutores têm a oportunidade para condicionar os gatinhos à manipulação. A estimulação deve ocorrer nas primeiras semanas de vida: ele pode ser tocado, ter a boca aberta e aprender a brincar sem morder. Isso facilita, no futuro, do corte de unhas até a ingestão de remédios.

É fundamental ter telas em todas as janelas da casa para evitar fugas ou quedas.

– Se houver área externa, como coberturas ou pátios, essa atenção deve ser redobrada. Devemos tomar cuidado também na entrada e na saída de portas, pois o perigo para os gatinhos está na rua – lembra Martina Lese Hoffmann.

Adultos

Saúde

Todo o animal saudável deve visitar o veterinário uma vez ao ano para realizar avaliações. Esse cuidado é fundamental para monitorar problemas que podem aparecer ao longo da vida, como doença renal, hipertireoidismo, hipertensão, pancreatite, doença do trato urinário inferior, neoplasias e diabetes.

Alimentação

Os gatos costumam procurar o prato de ração várias vezes ao dia, mas isso não significa que eles podem comer livremente. A porção diária deve ser oferecida de acordo com os hábitos do animal e a disponibilidade do tutor.

Comportamento

Gatos são independentes, mas isso não quer dizer que eles não gostem da companhia humana.

– Muita gente escolhe gato por que não precisa passear, mas precisa brincar. Às vezes, eles mudam de comportamento, mordem os tutores. Isso acontece por que querem atenção – comenta a veterinária Isabel Silva.

Para garantir a diversão deles, não precisa muito: uma caixa de papelão furada, varinhas com penas e prateleiras já são um prato cheio para eles.

Gatos também gostam muito de outros gatos. Por isso, a veterinária Ceres Faraco diz que o melhor é sempre adotar uma dupla:

– Isso faz com que eles se desenvolvam e brinquem e evita o trabalho de adaptação.

Nesses casos, a dica é imitar a convivência dos peludos na natureza: fêmeas com fêmeas e machos com machos.

Tutores que já têm um gato e desejam ter outro devem pedir ajuda a um veterinário sobre as melhores formas de proceder com a adaptação.

– Isso leva tempo. Precisa preparar toda a casa para que eles não se vejam – diz Ceres.

Situações novas – como a chegada de um bebê na família ou mesmo mudanças físicas na casa – devem ser tratadas com cautela. Quando a família tiver filhos, Ceres sugere que o gato tenha sua curiosidade pelo novo saciada: distribua fraldas com o cheiro do bebê pela casa e até mesmo debaixo do prato do animal.

Idosos

Saúde

Seguem as mesmas recomendações dos gatos adultos: visita regular ao veterinário e reforço nas vacinas anualmente.

Alimentação

Ocorre a perda de massa magra, que começa a ser mais rápida após 12 anos. Por isso, é importante manter a alimentação para a faixa etária do animal e estimular as atividades físicas.

Comportamento

Embora possam ficar mais quietos, é fundamental seguir brincando com os animais. Por isso, a importância de ensiná-los na infância.

Fonte: GaúchaZH

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