Hoje (09/09) é celebrado o Dia do Médico Veterinário. A profissão é normalmente escolhida por apaixonados por animais. No caso da veterinária Daniela Souza, o amor pelos bichos influenciou não só na escolha, mas a transformou em uma médica militante.

“Aos oito anos escrevi em meu diário que precisava estudar muito, para ser uma ótima médica veterinária. Cresci e não enxerguei outra opção. Acho que nasci predestinada”, diz Daniela, responsável pelo grupo de voluntários “Veterinários sem Fronteiras”, que realiza mutirões de castrações em bairros carentes.

Este ano ela fez parte da equipe de voluntários que socorreu cães no município de Santa Cruz do Arari, no Pará, depois da polêmica medida de captura do prefeito local, investigada pelo Ministério Público.

Durante seis dias, Daniela deixou sua clínica, na Região Metropolitana de São Paulo, para participar da ação que salvou mais de 130 cães que estavam em situação de maus tratos. “Foi uma experiência forte. A situação era muito difícil, não para os animais, mas para todos que moravam ali”, afirma a médica, que chegou a viajar mais de 12h de barco pra ir ao encontro de animais.

CRMV pede investimento em residência

O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Francisco Cavalcanti de Almeida, diz que faltam investimentos em residência médica para os profissionais. “Seria importante que fosse obrigatória, como é na medicina humana. Além disso, o Ministério da Educação precisa investir nessa área”, diz. O veterinário pode atuar na saúde pública, área laboratorial, alimentícia, pesquisa, entre outras. Mas clínicas de pequenos animais têm sido a maior porta de entrada de emprego.

Fonte: Metrô News