Os recifes de coral estão desaparecendo em um ritmo alarmante e os motivos são inúmeros. Segundo a World Wildlife Foundation (WWF), cerca de metade dos recifes de coral de águas rasas do mundo já foram perdidos.

Hoje, estima-se que os recifes de coral constituam 0,1% dos oceanos no mundo. Eles têm um papel fundamental de fornecer uma casa para mais de 25% de todas as espécies marinhas conhecidas. Dessa forma, são cruciais para a sobrevivência de um número significativo de criaturas aquáticas.

Os recifes de corais abrigam diversas espécies marinhas (Foto: Reprodução)

O grave problema é que a intervenção humana está cada vez mais contribuindo para que eles desapareçam. As mudanças climáticas, a sobrepesca, a poluição oceânica e outras ameaças infelizmente podem prejudicar a existência de milhares de espécies dos ecossistemas subaquáticos.

Como tentativa de reverter esse cenário, a ilha pacífica de Nova Caledônia recentemente está estabelecendo leis para mediar a situação. Medidas de proteção abrangem agora os ecossistemas de corais ao largo de sua costa, chamadas de “áreas marinhas protegidas” (MPAs).

Os funcionários do governo da nação da ilha planejam instituir essas áreas, o que significa que tanto a pesca comercial quanto a industrial, juntamente com outras atividades que poderiam comprometer a vida marinha e seus habitats, serão proibidas em 28 mil quilômetros quadrados de águas. Além disso, a atividade turística nos ecossistemas dos recifes e próximos deles será mais rigorosamente regulamentada daqui em diante.

Este é um passo inovador para salvar da extinção os recifes de coral remanescentes do nosso planeta. É fundamental para ajudar as 9300 espécies marinhas que vivem nas zonas remotas do arquipélago e nas suas proximidades, e garantir sua sobrevivência nos próximos anos.

“Este é o tipo de liderança que precisamos ver na conservação de recifes de corais. Nós o aplaudimos”, afirma John Tanzer, chefe de oceanos da WWF International. “Com uma boa gestão, essas áreas marinhas protegidas ajudarão manter as populações de peixes e a saúde dos ecossistemas que irão aumentar a resistência dos recifes aos impactos da mudança climática no futuro”.

A ilha de Nova Caledônia estabeleceu áreas de proteção marinha para preservar os recifes de corais (Foto: Pixabay)

Ao contrário de muitos dos ecossistemas de corais do planeta, a Nova Caledônia conseguiu permanecer quase intocada até o momento. O surpreendente, na verdade, é que os recifes da ilha, que incluem Astrolab, Chesterfield, Petrie e Bellona, ​são considerados alguns dos corais mais saudáveis ​​existentes na Terra. Isso torna ainda mais importante proteger essas belas estruturas e ambientalmente essenciais.

Outro exemplo muito significativo de proteção foi no Havaí, onde a proibição de marcas de protetor solar que contenham certas substâncias químicas, como a oxibenzona e o octinoxato, foi aprovada. Estas são conhecidas por alvejar os corais e perturbar os ecossistemas aquáticos.

Ainda que essas medidas foram tomadas, elas representam pequenas vitórias dentro de uma grande luta para salvar os recifes de coral de danos e possível extinção. De acordo com Christophe Chevillon, chefe do Pew Bertarelli Ocean Legacy na Nova Caledônia e redator das novas medidas, os 28 mil quilômetros quadrados protegidos representam apenas 2% do Parque Natural do Mar de Coral.

Portanto, ainda há muito trabalho a ser feito. “Embora acreditemos que isto seja um grande avanço, estamos convencidos de que a Nova Caledônia ainda pode ir mais longe e liderar o caminho para outros países do Pacífico”, Christophe reitera.

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