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  • O futuro da Petrobras (capa)
  • Walter Neves (Entrevista)
  • Artigo “Intervenção já”, de Roberto Pompeu de Toledo
  • Fórum Amarelas ao Vivo
  • Animais de estimação com seus donos no avião

Petrobras

A criação da Petrobras (“O gigante e o jeitinho”, 6 de junho) foi muito importante para o Brasil adquirir conhecimento sobre a exploração e o beneficiamento de petróleo, mas isso pertence ao passado. Atualmente, não há mais sentido no fato de a empresa continuar detendo o monopólio do refino e, portanto, o controle quase total da distribuição, criando riscos de paralisia para a sociedade brasileira, como ocorreu na recente greve dos caminhoneiros e, depois, dos petroleiros. É urgente romper esse monopólio, como foi feito, em 1911, nos Estados Unidos com a Standard Oil, obrigada a se dividir por força da lei antitruste.
Mario Ernesto Humberg
São Paulo, SP

Não é preciso privatizar a Petrobras. Basta trazer umas dez ou quinze petroleiras de fora para concorrer com ela. Se houver fiscalização decente, tem tudo para dar certo. Só para lembrar: quando o barril do petróleo passou de 140 dólares, em 2008, a gasolina, acompanhando a alta, como sempre, atingiu em algumas cidades o valor “absurdo” de 2,88 reais o litro. Naquele mesmo ano, quando os árabes derrubaram o preço do barril para menos de 50 dólares, o da nossa gasolina continuou — e continua — em alta. Onde foram parar (e para onde estão indo) os bilhões arrecadados indevidamente com a enorme diferença de preço do barril (para baixo), em razão da violenta queda do preço internacional do petróleo?
Dimas Sampaio Peixoto
Salvador, BA

A Petrobras sofreu um intenso choque de gestão ao abandonar o modus operandi petista de administrar, e ser submetida a um novo modelo de gestão, coordenado pelo eficiente Pedro Parente. A empresa, em apenas dois anos sob o novo comando, foi do inferno ao céu. Para os acionistas, as medidas implantadas por Pedro Parente foram excepcionais e proporcionaram lucros e dividendos. Todavia, o aumento rápido na cotação internacional do barril de petróleo e a desvalorização do real penalizaram fortemente toda a cadeia produtiva do país. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio nessa equação: a Petrobras não pode ser novamente utilizada para finalidades espúrias e, ao mesmo tempo, não pode penalizar o já sacrificado povo brasileiro.
Marcos A. L. Santana
Palmas (TO), via smartphone

Pedro Parente assumiu a Petrobras violentada pela administração suicida e pela corrupção gigantesca das gestões petistas, com prejuízos que acumulavam quase meio trilhão de reais. Em apenas dois anos, Parente saneou as contas e a administração da empresa. O valor das ações mais do que triplicou, e a companhia deu lucro superior a 6 bilhões de reais. Num país sério, Pedro Parente teria ganhado uma estátua em frente à sede da Petrobras (custeada por seus acionistas), maior que a dos ditadores norte-­coreanos. Infelizmente, como estamos no Brasil, ele teve de se demitir. Valeu, Pedro Parente!
Luciano Nogueira Marmontel
Pouso Alegre, MG

A demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras é uma bala perdida no peito do setor sucroalcooleiro. A política de formação de preços de combustíveis introduzida por ele desde junho do ano passado não apenas pôs o caixa da empresa em ordem, como trouxe previsibilidade para o etanol. O setor pagou caro a conta da incompetente administração de Dilma.
Arnaldo Luiz Correa
Santos, SP


Walter Neves

Com um misto de alento e esperança li a entrevista do cientista e arqueólogo Walter Neves (“Contra a barbárie”, 6 de junho). Ele é uma luz no fim do túnel de trevas e escuridão em que estamos entrando, desde a ascensão da chamada bancada evangélica ao poder. Falar apenas de criacionismo é um crime contra séculos de pesquisas e estudos científicos e contra o desenvolvimento da consciência crítica de crianças, jovens e da população em geral. Ensinar religião deve ser uma atribuição da família e da igreja. Que deixem para a escola o que é da escola, e deixem que as pessoas escolham em que acreditar. Fui criada em uma família católica. Sou bióloga por formação acadêmica e nunca deixei de acreditar em Deus, mas acredito também em Charles Darwin. Pena que não posso votar nele!
Magali Moreira
Salvador, BA

Como muitos brasileiros, acredito que a única coisa que pode salvar o Brasil é a completa renovação do Congresso e uma reforma total do Estado brasileiro. Mas essa crença levou um balde de água gelada depois que eu li a entrevista com o arqueólogo Walter Neves, candidato radical demagogo que defende a tese de que a solução é pregar o evolucionismo em redutos evangélicos. Com esse tipo de candidato, ainda podemos ter esperança na revolução pela renovação ou só nos restará a opção da revolução pelas armas, tristemente — e cada vez mais — lembrada por muitos como a única saída?
Adalton P. Parrela
Florianópolis, SC

Como é que o senhor Walter Neves — defensor do aborto (um infanticídio) e da liberação das drogas — pode ser contra a bancada da bala?
Humberto Aquino
Brasília, DF


Roberto Pompeu de Toledo

Discordo da coluna de Roberto Pompeu de Toledo (“Intervenção já”, 6 de junho), com quem geralmente tenho plena convergência. Segundo nossos índices educacionais, o povo brasileiro, em média, mal consegue se expressar. Creio que, quando ele pede “intervenção militar”, pede na verdade uma “intervenção qualquer”, um socorro. Estamos nas mãos, em sua maioria, de aproveitadores e oportunistas disfarçados de políticos. Para termos uma democracia plena, necessitamos de educação básica. Mas, até chegarmos lá, estou convencido de que precisamos de intervenção, sim — seja ela militar, civil, eclesiástica ou, talvez melhor, divina. Que Deus nos ajude!
Éder Tadeu Gomes Cavalheiro
São Carlos, SP


Fórum Amarelas ao Vivo

EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI – A ex-secretária executiva do Ministério da Educação Maria Helena Guimarães de Castro (à esq.) é entrevistada pela chefe da sucursal de VEJA no Rio, Monica Weinberg, no evento Amarelas ao Vivo

EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI – A ex-secretária executiva do Ministério da Educação Maria Helena Guimarães de Castro (à esq.) é entrevistada pela chefe da sucursal de VEJA no Rio, Monica Weinberg, no evento Amarelas ao Vivo (Antonio Milena/.)

“Precisamos compreender o que queremos ensinar amanhã. A próxima geração nos agradecerá.”

Maria Auxiliadora Dantas Carneiro Porto Seguro, BA

Eventos como Amarelas ao Vivo são alternativas trazidas pelo setor privado para ocupar a lacuna deixada pelo governo para tentar achar soluções que consigam estimular o setor educacional brasileiro (“Ensinar para o amanhã”, 6 de junho). O tamanho do desafio e a escassez dos recursos públicos fazem com que o setor privado desempenhe um papel essencial ao trazer inovações, tecnologia de ponta e de impacto para a educação. Parabéns pela iniciativa.
Adriana Cunha Costa
Washington, D.C., Estados Unidos

Agradeço a VEJA o destaque que dispensou aos ensinamentos da secretária de Educação de Helsinque, na Finlândia, Marjo Kyllönen. Meus pais, avós, bisavós etc. receberam lá educação tradicional de três anos apenas e poderiam dar lições às crianças. Nada dessas ideias mirabolantes dos educadores brasileiros atuais.
Raul Weidmann
Blumenau, SC


Pets no avião

Li a reportagem (“Dá uma licencinha”, 6 de junho) e apresento algumas questões e considerações para reflexão: 1) é correto impor a vontade de um passageiro sobre a de outros 200, que pagaram a mesma tarifa no voo?; 2) o que acontece com portadores de alergias ou fobias relacionadas a animais?; 3) caso algum animal apresente comportamento agressivo, qual deverá ser a atitude da tripulação?; 4) para aqueles que se preocupam com o bem-estar dos animais, é justo manter um animal confinado durante o período de um voo apenas para servir como “cobertor de Linus”?; 5) não seria exigível um certificado de treinamento do animal? Concluindo, para não parecer a opinião de alguém que é contra os pets, esclareço que convivi com animais de estimação e cuidei deles nos últimos sessenta anos, permitindo, inclusive, que cães dormissem na minha cama. Mas, importante: não forcei ninguém a dormir junto.
Anselmo Paulo Gentile
São Paulo, SP


Dersa

Sobre a reportagem “Subiu a pressão” (6 de junho), a Dersa — Desenvolvimento Rodoviário S/A esclarece que a advogada que faz parte de seu quadro de funcionários, citada pela juíza da 5ª Vara Criminal de São Paulo no despacho que determinou a prisão de Paulo Vieira de Souza, acompanhou testemunhas de acusação empregadas na Dersa, que no caso é vítima em relação às ocorrências que estão em apuração. A companhia, portanto, não atua na defesa de nenhum dos réus da ação penal, tanto por seus advogados internos quanto externos. A Dersa e o governo do Estado de São Paulo esclarecem também que foi um processo de auditoria interna da própria companhia que levantou parte relevante das informações que integram a denúncia do Ministério Público. Comprovada a existência de desvios pela Justiça, o Estado de São Paulo buscará ressarcimento dos cofres públicos. É, portanto, o grande interessado no esclarecimento do caso.
Márcio Cava
Assessor de imprensa
Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A
São Paulo, SP


Roberto Romano

Parabenizo VEJA e o professor Roberto Romano pela análise histórica da sociedade brasileira (“A solução somos nós”, Entrevista, 30 de maio). Essa entrevista merece ser repassada a todos os jovens brasileiros para que a corrupção seja efetivamente eliminada.
Luiz Orcirio Fialho de Oliveira
Campo Grande, MS


Claudio Frischtak

O artigo “Viciados em rodovias” (Página Aberta, 6 de junho), do executivo Claudio Frischtak, põe o dedo na ferida da equivocada logística nacional. Não foi por vício nem por opção, mas por imposição dos interesses da indústria automobilística que servis governos brasileiros desmontaram nossas ferrovias e nossa navegação de cabotagem para abrir estradas para os caminhões, dos quais nos tornamos reféns. Andando na contramão da história, seríamos fatalmente atropelados! Vamos recolocar o Brasil nos trilhos das ferrovias do bom-senso.
Paulo Sérgio Arisi
Porto Alegre, RS

Publicado em VEJA de 13 de junho de 2018, edição nº 2586

Fonte: Veja.

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