O muriqui, que é o maior macaco das Américas que vive na Mata Atlântica entre os estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, pode ser encontrado na região de Itapetininga (SP) na área do Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo (SP).

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A espécie é conhecida por ser uma das mais mansas. Contudo, de acordo com a bióloga do instituto Pró-Muriquis, Suzan Suilan Mo, eles estão correndo risco de extinção. Se nada for feito, em 50 anos eles podem deixar de existir, pois a caça e o desmatamento são as maiores ameaças.

“Eles vivem de 20 a 25 anos, mas são de grande importância para manutenção da floresta. Conservar essa espécie é importante para conservar todas as plantas das quais eles se alimentam, pois as próximas gerações vão se alimentar dessa semente que ele plantou”, diz a biológica.

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Segundo a gestora do parque, Stéfanie Kissajikian Cancio Sales, o animal é símbolo do parque e da fauna de São Paulo. Para encontrar, basta percorrer uma trilha.

“Nós devemos entrar pela trilha da canela, muito utilizada pelos muriquis para sua alimentação, onde vamos encontrá-los no momento que eles estiverem despertando. Todos devem usar calçados fechados, calça e tomar o máximo de atenção possível”, afirma.

Para saber onde os muriquis costumam ficar e do que se alimentam, alguns troncos de árvores são marcados com fitas para ajudar na localização. “São mais de 15 mil já sinalizadas. O uso dos binóculos é indispensável porque os macacos costumam ficar bem no alto”, explica.

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Ainda de acordo com a gestora, eles se alimentam de flores, frutas, folhas e cascas de árvores. Depois que comem, jogam as sementes por onde passam na floresta, funcionando como jardineiros, que ajudam a preservar a natureza.

O auxiliar de campo Pedro Paulino Soares trabalha no parque há mais de 20 anos e diz que a caminhada em busca dos animais é diária.

“Eu gosto muito da natureza, e não consigo ficar fora. Me apaixonei muito pelo meu trabalho”, afirma.

Fonte: G1

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