Sem água, presos em gaiolas imundas e superlotadas, muitos doentes e com fraturas expostas os animais estavam desnutridos e não tinham atendimento veterinário há muito tempo


 

FOTO: RSPCA/SWINS.com

Uma acumuladora de animais foi presa e acusada legalmente de crueldade animal depois de mais de 100 cães serem encontrados em condições insalubres em sua casa, com muitos deles amontoados em pequenas gaiolas e sofrendo de doenças e fraturas.

Lynn Stoker, 62 anos, também foi multada em 50 mil libras (em torno de 255 mil reais) depois de deixar os cães sem água potável, muitos em estado tão ruim que eles tiveram que ser eutanasiados.

A acumuladora de Byrness, Northumberland, na Inglaterra, foi considerada culpada de 16 acusações de crueldade e negligência depois que os inspetores da RSCPA (Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals) descobriram que sua casa estava cheia de animais em condições deploráveis.

Ela estava criando os cães, mas tentava vendê-los e acabou com uma casa cheia de animais.

Stoker inicialmente pediu ajuda para encontrar lares adotivos para os animais domésticos, mas começou a se comportar de forma evasiva e agressiva, o que levou as autoridades a emitirem um mandado de busca em maio de 2018 e os animais foram resgatados.

Durante seu julgamento, o tribunal ouviu como dois cães haviam fraturado o maxilar e muitos tinham sintomas óbvios de doença e estavam sendo mantidos em gaiolas superlotadas.

Os animais não tinham água potável e alguns estavam em um estado tão ruim que não sobreviveriam por muito tempo.

Foto: NCJ Media

Os cães não tinham tratamento veterinário há anos e em alguns casos, estavam “em um estágio avançado de sofrimento que não era possível mais salvar suas vidas”, disse o promotor Stewart Haywood ao Tribunal de Magistrados do Sudeste de Northumberland, de acordo com o Daily Mail.

Ele acrescentou que a acumuladora se recusou a cooperar com a RSPCA, acusando-os de uma “conspiração” para remover os cães, a fim de obter lucro para si próprios.

Defendendo a acusada, Paul Blanchard disse: “É justo dizer que as circunstâncias foram além do meu cliente”.

Foto: NCJ Media

“Ela tem as características de acumuladora, que é um distúrbio de personalidade. Este não foi um ato deliberado, é um ato imprudente”.

“Ela não estava lidando com a situação de forma correta, ela fechou os olhos para a realidade do que realmente estava acontecendo”.

Na sentença, o juiz distrital Bernard Begley, disse: “O relatório que li mostra uma repetição das afirmações feitas por você durante o julgamento de negação de culpa, conspiração por parte de outras pessoas e, de certa forma uma previsível, falta absoluta de remorso”.

Foto: NCJ Media

Ele acrescentou: “Realmente não consigo encontrar nenhum recurso atenuante no seu caso”.

Stoker negou as 11 acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido pela lei, quatro acusações de falha em garantir que as necessidades de bem-estar animal fossem atendidas e um pedido de entrega dos animais mantidos sob sua guarda à RSPCA.

Mas ela foi considerada culpada das acusações pelo tribunal e foi conduzida algemada se sexta feira (13) depois de receber uma sentença de 21 semanas de prisão.

FOTO: RSPCA/SWINS.com

Ela também foi condenada a não poder manter ou criar animais por pelo menos 15 anos.

O juiz Begley ordenou que ela pagasse 50 mil libras (cerca de 255 mil reais) em custos após uma solicitação inicial da RSPCA pedindo que ela pagasse mais de 290.000 libras.

A acusada foi condenada no Tribunal de Magistrados do Sudeste de Northumberland, em Bedlington, Inglaterra.

FOTO: RSPCA/SWINS.com

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