Por milhões de anos, as taxas de extinção de mamíferos terrestres de porte grande, médio e pequeno foram semelhantes. Entretanto, as grandes espécies começaram a morrer muito mais rapidamente cerca de 100000 anos atrás na Eurásia, 50000 anos atrás na Austrália e 15000 anos atrás na América do Norte e do Sul. O porte máximo dos mamíferos diminuiu.

Os números batem com os períodos em que o Homo erectus, o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens se espalharam pelos continentes citados. O último, em especial, é apontado como o maior vilão dessa história. A pesquisa que chegou a esses dados foi liderada por Felisa A. Smith, paleoecóloga da Universidade do Novo México.

Hipopótamo na água

Mamíferos encolheram drasticamente | Foto: Pixabay

Animais pesados sofreram por caçadas, bem como mudanças de habitat e incêndios causados por atividades humanas. O desequilíbrio continua até hoje.

O historiador israelense Yuval Noah Harari traz em um dos capítulos do aclamado livro Sapiens: uma breve história da humanidade uma reflexão que vai ao encontro dos dados apresentados pela pesquisa de Felisa. Harari apresenta a história da humanidade na versão que não gostaríamos de ver: nós, Homo sapiens, assassinamos para estar no topo e conquistamos a terra varrendo tudo.  No livro, o historiador chega à mesma conclusão de Felisa. Entretanto, a pesquisadora coloca em números a verdade.

Entre as espécies ameaçadas de extinção, as de grande porte são as que correm maior risco de desaparecer em breve. Segundo Felisa, daqui dois séculos as vacas podem estar no topo da tabela de tamanhos.

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