A maratonista vegana, Fiona Oakes, venceu uma corrida de 6 etapas que abrange 250 km no Deserto de Atacama, através de um enorme planalto no Chile. A travessia oferece uma variedade de terrenos desafiadores, com quase 1700 metros de altura, começando a uma altitude de 3200 metros.

Maratonista vegana, Fiona Oakes, durante a corrida em seu traje de vaca.

Foto: Reprodução/Plant Based News

A atleta conta que se preparar para essa corrida foi difícil por muitas razões, mas principalmente pelo atraso na compra de um local maior para o santuário que ela administra, pois ela havia acabado de ser mudar antes de viajar para o Chile.

“Um dia antes da viagem, eu ainda estava tentando arrumar as cercas e planejar as acomodações de inverno para os animais que irão habitar o novo local. Não é uma maneira ideal de se participar de uma maratona, principalmente se levarmos em consideração que esta corrida, na minha opinião e de muitos de meus colegas competidores, foi a mais dura corrida de longa duração que já competimos.”

Devido à vida agitada com o santuário, Fiona não havia pesquisado o que enfrentaria durante a maratona e admite que, se tivesse feito isso, poderia ter decidido não prosseguir.

Fiona conta que não teve tempo de se adaptar as condições climáticas do Chile. Mas que ainda assim partiu para Atacama com sua força de vontade e ativismo.

“Eu comecei a alcançar os outros corredores rapidamente e quando estávamos a 10km eu estava na liderança. Então foi apenas um empurrão para a linha de chegada e o bônus totalmente inesperado de uma vitória na última etapa, onde eu pude ostentar orgulhosamente o meu traje de vaca.”

“Sim, eu estava correndo vestida como uma vaca, então quando as pessoas me perguntam por que estou vestida assim, eu posso apresentá-las aos horrores que esses animais são submetidos. Então, a vitória que parecia ser uma impossibilidade, tornou-se realidade. Os resultados foram totalmente acima das minhas expectativas.”

A maratonista conta que depois de cada estágio as pessoas sempre lhe perguntavam sobre seu estilo de vida vegano. “ Muitas pessoas me perguntam sobre o motivo da minha escolha, a quanto tempo pratico e, principalmente, o que eu como para me preparar para as corridas.”

Fiona conta que durante a maratona se alimentou de macarrão, frutas secas, nozes, tâmaras, marzipan e vegetais secos. Ela também revela os seus ingredientes ‘secretos’. “Muito gengibre e molho tabasco, com motivação extra para fazer o que eu acredito da forma mais apaixonante possível.”

A ativista conseguiu voltar ao santuário, não apenas para um descanso merecido, mas para voltar com os trabalhos na administração. Ela pensa em mais aventuras e disse que sua próxima parada será em novembro, na Antártica.

Fiona Oakes também participou do documentário “Running For Good” do diretor Keegan Kuhn. O diretor relata no filme os notáveis esforços de Fiona, tanto no atletismo quanto no seu ativismo diante da causa animal.

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