South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

Milhares de pessoas enfrentaram o calor escaldante de Hong Kong, na tarde de domingo para protestar pelos direitos dos animais, pedindo por punições mais duras para os agressores de animais, de acordo com informações do South China Morning Post.

Alguns manifestantes trouxeram seus animais de estimação, enquanto outros carregavam cartazes com slogans que diziam “parem com o abuso de animais” e “10 anos de prisão”, enquanto caminhavam num calor de quase 33ºC do Chater Garden, na Central, para a sede do governo no Almirantado.

Os organizadores afirmaram que cerca de 6 mil pessoas participaram do protesto, enquanto a polícia estimou a participação em 900 pessoas.

O parlamentar do Partido Democrata Roy Kwong Chun-yu, que ajudou a organizar o evento, disse que o comparecimento foi maior que o esperado.

“Isso nos dá um impulso enorme”, disse ele. “Agora podemos mostrar à comunidade internacional que estamos prontos e vamos tomar medidas para proteger os animais”.

Outro organizador, Mark Mak Chi-ho, presidente executivo do grupo de bem-estar animal sem fins lucrativos, a Veterinary Services Society (Sociedade de Serviços Veterinários, na tradução livre), também disse: “Os abusadores de animais devem ser presos por 10 anos. Eles estão tirando vidas”.

Uma participante, Lily Chung, que levou seu cão à marcha, disse: “Trata-se de respeitar a vida. O governo não deveria mais continuar ignorando a questão. É hora de agir”.

A preocupação pública com o abuso de animais aumentou recentemente após um caso terrível de crueldade em um abrigo de animais em Ta Kwu Ling, onde um quarto dos cerca de 150 cães e gatos morreram de fome.

A marcha de domingo coincidiu com uma consulta pública em andamento com duração de três meses sobre a alteração das leis para melhorar o bem-estar animal.

Crueldade animal que envergonha Hong Kong

A lei proposta define a obrigação dos tutores de animais domésticos de cuidar deles, sejam essas pessoas, detentores ou criadores, bem como os trabalhadores que manipulam animais vivos em locais públicos como mercados.

Estes cuidados incluem levar os cães para caminhar regularmente, vacinar os animais domésticos e levar os animais doentes ao veterinário provendo os medicamentos e tratamento adequado e necessário.

As autoridades também terão poderes extras para intervir em casos de suspeita de abuso, incluindo aqueles que exigirem inspeção e supervisão. A lei proposta prevê aumentar as penas, como os prazos de prisão, para até 10 anos.

A Lei de Prevenção contra a Crueldade Animal, promulgada em 1935 e atualizada em 2006, é a principal legislação de proteção animal em Hong Kong.

A pena máxima é atualmente de três anos de prisão e multa de HK $ 200.000 (cerca de 25 mil dólares) por atos de crueldade contra animais. De 2016 a 2018, o governo recebeu uma média de cerca de 300 casos suspeitos de crueldade com animais por ano, e houve um total de 47 casos de acusação bem-sucedidos (denúncia e acusação legal). A sentença mais pesada proferida pelo tribunal desde 2006 foi de 16 meses de prisão.

Em seu discurso político no ano passado, a líder da cidade, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor, prometeu alterar a lei para proteger o bem-estar animal.

Em Hong Kong, uma em cada 10 famílias mantêm animais domésticos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria do Conselho Legislativo em 2017, o número de cães e gatos mantidos por famílias aumentou 40%, de cerca de 297 mil para mais de 400 mil entre 2005 e 2010.

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