Macaco foi encontrado dentro de carro com a mulher — Foto: Reprodução/TV TEM

A mulher detida pela sétima vez ao ser flagrada traficando macacos-prego na região de São José do Rio Preto (SP) já foi multada em R$ 102 mil, mas segundo a polícia, não pagou nenhuma das autuações. Ela responde em liberdade por todos os crimes.

Nesta quarta-feira (7), a polícia a encontrou com quatro macacos filhotes dentro de um carro no entroncamento das rodovias BR-153 e Washington Luís.

À polícia, ela disse que estava indo para São Paulo e não quis informar onde pegou os animais. Os filhotes estavam em caixas de plástico e papelão.

“A mulher realmente é conhecida pela prática de tráfico de animais silvestres. Ao vistoriar o veículo, foram encontrados os quatro macacos no porta-malas”, afirma o comandante da Polícia Ambiental Cassius José de Oliveira.

Neste último caso, Luciana Colghetto, moradora de Mirassol (SP), e um homem foram multados em R$ 14 mil cada. A dupla foi ouvida pela polícia e liberada.

Bastante assustados, os macacos foram levados para o hospital veterinário de uma faculdade particular em Rio Preto. São quatro machos com aproximadamente dois meses de vida e todos foram examinados e alimentados.

“Na natureza eles não voltam mais. Passam por tratamento para retornar às condições normais e depois vão para centro de triagem, zoológico ou criatório conservacionista”, afirma o veterinário Hallim Atique Netto.

Outros casos

Este caso é bem parecido com os outros em que Luciana foi flagrada traficando animais silvestres. Desde o ano passado, ela foi multada 21 vezes, somando R$ 102 mil, mas nunca foi presa e não pagou nenhuma das multas, segundo a polícia.

Em junho do ano passado, Luciana, uma mulher e um homem foram detidos com 11 macacos prego, dois saguis e dois papagaios.

Dois meses depois, Luciana foi detida com uma mãe e um filhote também de macaco prego. Em novembro, a mesma mulher foi abordada pela polícia em Catanduva (SP) com outro macaco prego. No mesmo dia, ela foi flagrada em Cedral com quatro macacos da mesma espécie.

Na época, ela foi multada em R$ 60 mil. O caso desta quarta-feira deve ser em encaminhado para o terceiro distrito policial de Rio Preto. O delegado Renato Pupo explica que por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, não ocorre a prisão.

“Essa infração é uma de menor potencial ofensivo, não tem prisão nem mesmo em flagrante. A reincidência vai impedir, após ajuizado o termo, alguns benefícios, mas isso já em juízo”, diz.

Ainda segundo o delegado, como ela não pagou nenhuma multa, o nome dela vai para a dívida ativa do Estado. Luciana Colgueto não foi encontrada pela TV TEM para comentar o assunto.

Fonte: G1

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