No Brasil, o espaço antes ocupado pelas onças hoje é utilizado principalmente pela agropecuária e por usinas hidrelétricas | Pixabay

Na semana passada, durante a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-14) realizada no Egito, o Brasil e mais 13 países da América Latina lançaram o Plano de Conservação Onça-Pintada 2030 para as Américas. O objetivo é fortalecer o Corredor da Onça-Pintada, que compreende 30 regiões prioritárias de conservação e vai do México à Argentina. O documento foi assinado pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.

Segundo o plano, a população de onças-pintadas está seriamente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, por serem mortas por atacar o gado criado em áreas que antes eram seus lares, e também por caçadores e traficantes de animais silvestres.

Ao longo do tempo, a onça-pintada perdeu aproximadamente 50% do seu habitat, com uma estimativa de sete milhões de quilômetros quadrados de florestas tropicais e subtropicais. No Brasil, o espaço antes ocupado pelas onças hoje é utilizado principalmente pela agropecuária e por usinas hidrelétricas.

Segundo o relatório, o Plano de Conservação Onça-Pintada 2030, que prevê metas até o ano de 2030, une governos, organizações não governamentais e intergovernamentais, comunidades locais e o setor privado em torno de uma visão compartilhada para conservar as onças e seus valiosos ecossistemas: “Os países e parceiros do Onça-Pintada 2030 concordam unanimemente em trabalhar juntos para combater as múltiplas ameaças às onças-pintadas, incluindo a perda e fragmentação de habitat e o crescente tráfico de onças.”

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