Um número recorde de países votou para proteger o tubarão-mako, o mais rápido do mundo, da extinção. A medida foi vista com bons olhos pelos conservacionistas, que esperam que a decisão funcione como um alerta para os países que ignoram o declínio da espécie.

Foto: Brian Skerry/National Geographic/Getty Images

A votação foi feita em Genebra, na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), para regular o comércio do tubarão-mako e outras 16 espécies de tubarões e raias.

O tubarão-mako, conhecido como “guepardo do oceano”, pode atingir velocidades de até 70 quilômetros por hora. A espécie é pescada em excesso no mundo todo, mas principalmente no Atlântico Norte. Navios espanhóis e portugueses foram responsáveis por 65% de todas as capturas no Atlântico Norte de janeiro a junho de 2018, segundo a Shark Trust, e nenhum limite de pesca foi imposto.

Este ano, as duas espécies de tubarão-mako – de cauda longa e curta – foram classificados como ameaçados de extinção. Em junho, cientistas alertaram que a espécie estava diminuindo mais rapidamente do que se acreditava e pediram para que a pesca fosse reduzida para permitir a recuperação da população.

A demanda pela sopa de barbatana de tubarão é um dos principais motivos do número cada vez menor da espécie nos oceanos. A maioria do comércio global dos tubarões, raias e suas partes, principalmente a carne e as barbatanas, não é regulamentado.

“Os governos participantes da CITES claramente estão procurando aumentar os esforços para impedir a extinção de tubarões e raias, que estão entre as espécies mais ameaçadas do nosso planeta. O impulso para garantir que essas espécies – que existem há 400 milhões de anos – continuem existindo está aumentando”, declarou Luke Warwick, diretor associado da Wildlife Conservation Society.

Embora o novo tratado não proíba o comércio, obriga os países a conferir a exportação de tubarões e raias e provar que a pesca dessas espécies não afetará a sobrevivência da população a longo prazo.

Os tubarões-mako se reproduzem poucas vezes e amadurecem mais tarde do que outras espécies de tubarões, com as fêmeas amadurecendo apenas por volta dos 18 anos de idade – característica que torna a espécie ainda mais vulnerável à pesca.


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