Uma análise realizada pelo Comitê do Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Efra) do Reino Unido recomendou que uma proibição total do comércio de todos os tipos de peles em roupas e estofados fosse considerada. A apuração ocorreu após peles reais serem vendidas como falsas na Inglaterra.

Membros do Parlamento britânico recomendaram uma proibição total ao comércio de pelos de animais, após peles reais serem vendidas como falsas na Inglaterra.

(Foto: The Independent)

No ano passado, uma investigação realizada pelo grupo defensor dos direitos animais, Humane Society International (HSI), revelou que diversas lojas físicas e varejistas on-line, incluindo TK Maxx, BooHoo, Amazon e Tesco, venderam produtos feitos com peles verdadeiras alegando serem falsas.

Membros do Parlamento descobriram que, embora muitos dos comerciantes estivessem comprometidos com políticas livres de pele, os chamados “pelos artificiais” provinham de animais como coelho, raposa e chinchila.

A diretora executiva da HSI na Grã-Bretanha, Claire Bass, disse ao The Observer que a importação de peles vindas de países europeus é extremamente comum.

O Reino Unido proibiu as fazendas de peles em seu território há 18 anos, porém ainda importa e vende peles de uma variedade de espécies como raposa, coelho, marta, coiote, guaxinim e chinchila.

No ano passado, o Estado importou cerca de £ 63 milhões (R$ 312,5 milhões) em peles verdadeiras e exportou produtos no valor de £ 33 milhões (R$ 163,7). Os elevados valores foram justificados pelo crescimento da popularidade do produto, obtido através do sofrimento animal.

O comitê afirmou que o atual sistema de rotulagem “não é adequado para o propósito” e também não foi devidamente aplicado.

Felizmente, o governo britânico disse que o Brexit “dá a oportunidade de ir mais longe” do que as restrições existentes na União Europeia acerca do comércio de peles, sinalizando para uma possível proibição completa de importações e exportações do material em todo o Reino Unido.

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