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O novo filme de Lars Von Trier, “The House That Jack Built”, é um dos filmes que mais se falou no Festival de Cannes, não só pela debandada de espectadores do seu visionamento, mas pelos relatos da crítica sobre o grafismo da violência, que inclui assassinatos de crianças, mulheres e maus-tratos a animais. Neste último caso, uma cena em que o jovem assassino em série corta a pata de um pato para vê-lo afogar deu que falar.

A cena provocou um grande ultraje e levou mesmo a queixas junto da associação de defesa dos animais Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (PETA), que viu-se obrigada a emitir uma declaração em reação à controvérsia. A verdade é que o grupo veio em defesa de Lars von Trier, através de Lisa Lange, vice-presidente da PETA, que elogia o realizador por confiar na “magia do cinema” para dirigir a cena sem ter que usar ou prejudicar um animal real.

“Após inúmeras chamadas sobre uma cena no filme de Lars von Trier ‘The House That Jack Built’, em que uma criança usa um alicate para cortar a perna de um patinho, a PETA confirma que a “perna” foi criada usando a magia cinematográfica e silicone. Embora representações de violência gratuita como essa possam deixar os telespectadores enojados, é verdade que os serial killers, como o personagem do filme, muitas vezes começam torturando animais, tornando a cena ainda mais realista e perturbadora. A PETA também está feliz em informar que as imagens dos tigres no filme eram de material de arquivo, mais uma vez provando que não há necessidade de usar animais selvagens vivos em produções, graças às muitas alternativas humanitárias adotadas pelos cineastas hoje”, diz o comunicado da associação.

Fonte: C7nema

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