Foto: Reprodução/NSC TV)

A ocorrência de mais de 100 pinguins saudáveis mortos no litoral de Florianópolis (SC) ainda intriga biólogos e especialistas da cidade, no entanto, felizmente, cerca de 25 animais foram resgatados com vida e estão recebendo cuidados no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM), dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho.

As aves foram resgatadas pela Associação R3 Animal. Elas foram encontradas durante ações de monitoramento diário realizadas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. Os animais estavam debilitados, magros e alguns com pneumonia.

Eles passaram por um período de reabilitação e existe a expectativa que em breve as aves serão devolvidas à natureza. O local de soltura escolhido é a praia do Moçambique.

Tragédia misteriosa

A grande mortandade de pinguins no litoral catarinense ainda não tem uma causa identificada. Segundo a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas, os animais estavam em boas condições e não apresentavam doenças.

As lesões encontradas nos animais indicam que eles morreram em decorrência de asfixia. A principal teoria é que as aves tenham ficado presas em uma rede de pesca e tenham morrido afogadas. Pinguins conseguem ficar submersos por até 5 minutos, mas após esse período precisam respirar oxigênio.

A especialista explica que nesse período do ano é comum a presença de pinguins da espécie magalhães que vivem em colônias na Patagônia visitarem o litoral brasileiro em busca de alimento, os tornando mais uma vítima fatal da pesca.

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