O Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Distrito Federal criou um grupo de WhatsApp para procurar tutores para animais. Até o momento, 57 cachorros e gatos foram adotados. Destes, 52 foram animais resgatados pelos militares ou pela sociedade civil e os outros cinco foram retirados de situações de maus-tratos. Há, no grupo, 300 pessoas que aguardam para adotar um animal.

Cachorros adotados através do grupo de WhatsApp criado pelos policiais (foto: Batalhão de Polícia Militar Ambiental/Divulgação; Arquivo Pessoal)

“Há muito mais pessoas buscando do que animais resgatados. Graças a Deus, o número de maus-tratos está caindo no Distrito Federal”, diz o major José Gabriel de Souza Júnior. O grupo foi criado como parte de ações que integram o Junho Verde e em comemoração aos 30 anos do Batalhão, celebrados em 8 de junho.

Os animais são resgatados a partir de denúncias ou de patrulhamento ostensivo realizado pelos policiais. São considerados, de acordo com os policiais, maus-tratos contra animais: falta de alimentação e água; espaço físico inapropriado e pouca higiene; más condições mentais do animal (neste caso, avalia-se o comportamento do animal na presença do humano para observar se ele apresenta medo ou estresse).

A criação do grupo teve o intuito de formar um cadastro de potenciais adotantes, já que não existem abrigos públicos que possam receber os animais resgatados. Atualmente, os policiais contam com o apoio de instituições e protetores. As informações são do Correio Braziliense.

“Quando fazemos a ocorrência, já existem pessoas interessadas e habilitadas a adotar. Antes, era muito complicado, por exemplo, em uma ocorrência de denúncia a respeito de 100 gatos, não poderíamos fazer o resgate, pois não tínhamos onde colocá-los. Hoje, seriam separadas 100 pessoas do cadastro, as quais fariam a adoção imediata dos animais”, explica o major.

Após a adoção, os militares continuam avaliando os adotantes pelo período que julgarem necessário, para observar se o animal está sendo bem tratado. Caso a adoção não dê certo, o animal pode ser destinado a outra família. No entanto, até o momento, todas as adoções foram um sucesso.

“Nunca ocorreu a incompatibilidade, ao contrário, nós percebemos que as famílias se empenham em promover o bem-estar do animal adotado”, diz Júnior.

Para adotar um animal  é necessário entrar em contato através do número (61) 99351-5736 para, então, receber um link para participar do grupo. O interessado em dar um lar a um cão ou gato deve, ainda, preencher um cadastro com dados pessoais e responder um questionário que traça o perfil do adotante.

Os candidatos a adotar um animal passam por uma triagem prévia, segundo o major. “A avaliação do candidato é feita pelos gestores de fauna doméstica, policiais que conhecem toda a legislação concernente à criação de animais e treinados para fazer a filtragem e destinação dos animais às novas famílias”, explica.

Renda familiar e espaço físico disponível para o animal são questões levadas em consideração na hora da adoção. É considerado também se o adotante tem outros animais e se ele já doou algum animal que tutelava e por qual motivo.

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