Foto: Fernando Antunes

A cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, tem sido palco de cenas tristes de animais silvestres perdidos e feridos devido a intensa quantidade de queimadas registradas na região. Testemunhas afirmam que é comum avistar aves voando em meio a densas nuvens de fumaça e fuligem chamando por seus filhotes.

Uma consequência da desastrosa ação humana é a migração de espécies selvagens para centros urbanos em busca de alimento e abrigo. Segundo o diretor-presidente da ONG Ecoa – Ecologia e Ação, André Luiz Siqueira, os prejuízos à natureza são incalculáveis e ações de repovoamento podem levar anos, afetando diversos animais. “Não é só o fogo, mas a própria fumaça prejudica. Tamanduás, preás, cotias, répteis, anfíbios e muitos insetos saem desesperados, invadem imóveis. Pássaros têm mais facilidade mas, se ainda são filhotes, as chances diminuem”, disse em entrevista ao portal Campo Grande News.

Infelizmente, equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) confirmam que é muito difícil atender à demanda de animais vítimas de queimaduras e muitos deles não sobrevivem à gravidade dos ferimentos e à intoxicação. Para o tenente-coronel Edmilson Queiroz, é difícil prever a taxa de sobrevivência. “Muitos morrem ou se afugentam longe do fogo e, muito possivelmente, morrem depois”, lamenta.

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