O ecologista Mark Boyce, da Universidade de Alberta, publicou estudo que cobre 40 anos da relação entre grandes mamíferos o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. A investigação constata que a reintrodução de lobos a partir de 1995 criou um ecossistema mais complexo e heterogêneo.

Notaram-se a crescente influência dos ursos na sobrevivência de bezerros, as relações entre lobos e caçadores, bem como a recuperação de salgueiros, choupos e álamos em diferentes áreas do parque. Os bisões substituíram os alces como herbívoros dominantes na Cordilheira do Norte de Yellowstone, e os números de bisões continuam a aumentar.

Biodiversidade de Yellostone se beneficia com presença de lobos | Foto: Pixabay

O pesquisador afirma que não foi seguido um parâmetro para administrar as interações, o que fez com que a natureza seguisse seu curso com mínima intervenção humana. Por esse motivo, Boyce acredita que o mesmo sucesso não seria possível em uma área dominada por humanos.

O Parque Nacional de Yellowstone é uma imensa área protegida na qual a ação humana é extremamente limitada. Fora de um contexto semelhante, agricultura, caça e comércio superariam o curso natural do ecossistema, limitando a biodiversidade.

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