1 – Avalie

Primeiramente, busque informações gerais a respeito da ave , para certificar-se de que se trata do pássaro que é mais adequado ao seu estilo de vida e, consequentemente, você se identifica.

Um criador/vendedor responsável somente vende aves mansas já independentes, isto é, alimentando-se sozinhas,  o que costuma ocorrer por volta dos 70, 80 dias de vida.  Fuja de vendedores que induzem a você adquirir o pássaro ainda filhote para  você continuar alimentando-o no bico em casa, mesmo que os preços sejam atraentes e lhe orientem como alimentar.  Pode ser um procedimento muitas vezes prazeiroso para quem adquire o pássaro, mas exige um conjunto de experiência e cuidados necessários sem os quais pode levar a ave à morte, além do que o comprador estará pagando muitas vezes o mesmo preço de uma ave já comendo sozinha.  Afora isso, a fase entre sair da alimentação no bico e iniciar a alimentação por conta própria tem que ser bem conduzida pelo criador para que a calopsita se torne independente dentro do tempo adequado.

 

Se você está pretendendo adquirir ou adotar a calopsita como animal de estimação, e precisa de informações sobre este pássaro, você está no lugar certo. Orientamos sempre que diversos pontos sejam previamente analisados para que a aquisição seja feita de forma consciente e responsável, nunca impulsiva.

2 – Estar preparado para manter uma calopsita de forma saudável :

 

a) longevidade da calopsita;
b) você fica ausente de casa por muito tempo, viaja com frequência?;
c) tem pessoas que possam vir a tomar conta da ave em caso de necessidade e urgência? (viagem, mudança de residência, doença, etc.);
d) se você mora em apartamento, é permitido aves em sua dependência?;
e) se você tem outros animais como pet, como que será essa convivência?;
f) considere e pesquise primeiro as despesas iniciais e de manutenção que se requer para ter a ave (gaiola, alimentação, etc.), inclusive visitas a veterinário;
g) se há veterinário especializado no atendimento a aves em sua região;
h) espaço físico para a gaiola.

3 – Comportamento

 

a) Numa primeira análise, pode-se pensar que os cuidados que uma ave requer são mais fáceis do que os dispensados a um cão ou gato, por exemplo. Mas a calopsita é um pássaro inteligente e ativo, e requer períodos de interação com seu dono (nada com exagero, é claro), dentro e fora de sua gaiola. Quando a calopsita nao recebe a atenção adequada, pode desenvolver comportamentos agressivos, inclusive a auto-mutilação (arrancar suas próprias penas);

 

b) A calopsita por natureza é um pássaro barulhento, mas quando domesticado geralmente é bem mais quieta, alternando momentos que pode gritar, assobiar, cantar. Isso depende muito da personalidade da calopsita. Não podemos generalizar, cada exemplar tem seu jeito próprio e característico de ser e de se comunicar.

 
c) Muitas pessoas que adquirem aves domesticadas (de forma geral) esperam conviver com elas eternamente como pets sem a possibilidade de acasalá-las na época oportuna, quer seja porque não desejam filhotes devido ao trabalho de cuidá-los, ou até mesmo pela falta de espaço, etc.), não se dando conta muitas vezes da natureza de sua espécie, que é procriar. Alertamos você que à medida que a calopsita à medida que cresce e se torna adulta, passa a ter interesse em se relacionar sexualmente, por essa razão, os machos e fêmeas comportam-se dentro dessa realidade, ou seja, se masturbando em poleiros, bem como as fêmeas podem vir a botar ovos mesmo que sozinhas (sem parceiros) e sem a presença de ninho (vide Postura Crônica de Ovos – em Reprodução).

 

d) Recomendamos proporcionar uma companhia para sua calopsita, de sua espécie, mesmo que ela receba atenção de toda a família diariamente. Aves solitárias podem desenvolver comportamentos como auto-mutilação, dependência excessiva de seu dono, etc.

 

4 – Expectativas em relação à calopsita

 
Conforme anteriormente falamos, cada calopsita é única e exclusiva quanto ao comportamento, portanto não crie expectativas de vir a ter um exemplar que seja do jeito que deseja, para evitar frustrações. Por exemplo, umas são mais quietas, outras mais ativas, umas não apreciam um cafuné na cabeça, enquanto outras adoram, umas assobiam mais, outras chegam até a falar (habilidades vocais mais desenvolvidas nos machos, dificilmente uma fêmea assobie, cante e fale) através de incentivos, mas o mais importante saber é que o sucesso na interação dono x ave não requer que a ave tenha tamanha versatibilidade e habilidade para sentir e transmitir o carinho ao seu dono.

 

5 – Relacionamento criança x calopsita

 

Não recomendamos o contato da calopsita com crianças pequenas, principalmente sem a supervisão de uma pessoa adulta, por questão de segurança tanto da parte da criança (a calopsita pode comportar-se de forma defensiva a um movimento brusco ou um carinho mais exagerado provocando susto ou medo), como também do pássaro, pois bem sabemos que a maneira inadequada de interagir com o mesmo pode ocasionar acidentes domésticos e, dependendo da idade e da maturidade da criança, não seja ainda o momento adequado.

 

Pense e analise com muito cuidado esta questão.

A ave ressente-se com mudança de ambiente e de dono. Mesmo sendo uma calopsita domesticada precisamos conquistá-la com paciência, carinho e dedicação. Ansiedade, forçar o contato mesmo que com a melhor das intenções, não contribuem em nada e só dificultam o processo de aproximação. É normal, portanto, que a calopsita se sinta ameaçada e venha a ter um comportamento de defesa, o que não significa que ela não seja mansa.
Nos primeiros dias de contato, tome algumas precauções com o objetivo de facilitar a adaptação da calopsita ao seu novo lar:
-É normal a ave ficar amuada, quieta e sem se alimentar bem e/ou beber água nos primeiros dias, até que ela se sinta mais à vontade no novo ambiente.

-Evite pegá-la a todo instante, mesmo que mansa. Deixe-a descansar, conhecer o novo espaço.

-Deixe a gaiola com alimento e água, em ambiente tranquilo, longe de barulho, pessoas e animais próximos.

-Evite movimentos bruscos que possam assustá-la.

Deve-se ter cuidado redobrado se ave tiver uma das asas aparadas, evitando deixá-la em local alto, andar com a ave no ombro, enfim, situações que propiciem a queda da ave e consequentemente machucá-la em virtude de ter a asa cortada.

Fonte: Portal das Calopsitas.

Comentários

  1. Boa tarde Marina,

    Minha calopsita ganhou uma parceira,estão em gaiolas separadas como fui orientada. Notei que as fezes dos dois estão aquosas, o meu macho não estava assim, será que é adaptação? A única coisa nova que dei pra ele e coloquei pra ela tbm foi um poleiro de cálcio, inclusive tirei com medo de ser a causa.
    Obrigada.

  2. Boa tarde tenho casal de calopsitas estão namorando mas eles ficam soltos pra eu ter algum resultado VC acha que devi fechar eles presos ja estão cuidando do ninho obrigado

  3. minha calopsita botou 07 ovos, ela fica no ninho revesando com o macho, mas acho que não esta galado, pois ela não deixa o macho se aproximar pois ela bate nele, o que devo fazer

  4. Comprei uma calo nova ja saiu da papinha 2 meses estou preocupado pois ira ficar sozinha dia sim dia nao pois eu e minha esposa iremos trabalhar.sera que ela podera ficar muito triste ou agressiva pois ao seu lado tera apenas 6 canarios . Grato

  5. Minha calopsita macho está queto encorajado as feses meia aguada e um pouco normal arrepiado , eu tenho os dois macho e femia o macho faz dois mês e afemia a um ano comigo já eu não dou mais tanta atenção pra elas .e tem 4 gatos dois filhotes q gosta de brinca com elas