Maurice tem 4 anos de idade e dois quilos e meio de carne e penas, que costuma armar quando abre as manhãs com um canto potente. Maurice cumpre suas funções de galo todos os dias ao alvorecer, na Ilha de Oléron, no sudoeste da França. Seria apenas mais um galináceo, não tivesse se tornado o centro de uma disputa judicial justamente por seu canto.

Os vizinhos de Maurice não são afeitos de seus agudos matinais e o levaram ao tribunal. Nesta quinta-feira, o casal de aposentados que mantém o galo no quintal de casa foi a julgamento por “perturbação anormal do bairro”. O resultado da ação civil contra o galináceo será conhecido em 5 de setembro.

Na luta pelo direito de cararejar, a dona do bicho, a garçonete aposentada Corinne Fesseau, lançou uma petição intitulada “É preciso salvar Maurice, o galo da Ilha de Oléron”. No documento, ela brada: “O que devemos proibir? O canto das pombas, o grito das gaivotas, os pássaros que todas as manhãs gorjeiam?” Na toada na sexagenária, 120 mil pessoas já assinaram a petição em defesa de Maurice.

A ação é movida por vizinhos que nem sequer moram no local, mas passam seus verões na ilha e reclamam que o canto que Maurice tece todas as manhãs os desperta cedo demais. Em entrevistas, a dona o defendeu: “Um galo precisa se expressar”.

Um deputado da região engrossou o coro e disse, inclusive, que pretende propor uma lei para que os sons rurais sejam oficialmente classificados como “patrimônio nacional”.

O prefeito da cidade também gritou pelo galo, animal símbolo da França: “Temos valores franceses que são clássicos e temos que defendê-los. Uma dessas tradições é ter animais de fazenda. Se você vier a Oléron, terá que aceitar o que está aqui”.

Fonte: Extra.

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