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Um golfinho e dezenas de pinguins estão vivendo em situação de aprisionamento no Aquário e Parque Marinho Inubosaki, aquário desativado na cidade de Choshi, no Japão, desde o início deste ano. A solidão dos animais motivou manifestações de ativistas em defesa dos direitos animais e cidadãos que apelam para que os animais sejam resgatados e possam ter uma segunda chance.

O golfinho é uma fêmea da espécie Tursiops que foi sequestrada em 2005 em Taiji, cidade portuária que lamentavelmente abriga uma grande caça anual de golfinhos, muitos dos quais são mortos para consumo humano enquanto os sobreviventes são vendidos para aquários e parques aquáticos.

No entanto, desde o lançamento do documentário “A Enseada”, que denuncia a barbárie cometida contra os animais em Taiji, a Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários anunciou que não comprará nenhum golfinho oriundo da cidade. A realidade exposta pelos ativistas gerou um efeito dominó e diversos locais que aprisionavam e exploravam golfinhos para entretenimento humano foram à falência.

Vídeos e fotos registrados no Aquário e Parque Marinho Inubosaki entre os meses de maio e agosto mostram o golfinho apresentando comportamentos repetitivos e sintomas de depressão. Ele está completamente sozinho e sobrevive graças a funcionários que o alimentam diariamente.

Pinguins estão vivendo em um local repleto de ruínas e escombros. Imagens mostram os animais cobertos de poeira empoleirados em meio à sujeira. Ativistas japoneses afirmam que a situação atual dos animais no aquário em breve será a mesma realidade de outros estabelecimentos do gênero e que a decisão mais acertada a se fazer é enviar os animais para santuários da vida silvestres para que ao menos eles possam chegar ao fim de suas vidas de forma digna.

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