Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, zoológicos não são “educacionais” e nem promovem a importância da conservação da vida selvagem. Na realidade, essas instalações exploram animais em nome do entretenimento e visam apenas obter lucro.

Os animais selvagens são arrancados de seus habitats e mantidos em cativeiro, onde nunca serão capazes de desfrutar da vida que teriam caso estivessem livres na natureza. Estes animais ficam extremamente estressados e angustiados, exibindo comportamentos repetitivos e não naturais, informa o One Green Planet.

Felizmente, à medida que mais pessoas se tornam conscientes da crueldade do cativeiro, elas deixam de visitar zoológicos e defendem a proteção dos habitats naturais. Como resultado dessa conscientização crescente, muitos animais são resgatados de zoos e levados para santuários. Veja algumas histórias com final feliz.

Chimpanzé Iris

Reprodução/Facebook, PAWS

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Iris passou 16 anos vivendo em um recinto escuro e sujo no Chestatee Wildlife Preserve and Zoo na Geórgia. No início, não era tão ruim.

Ela morou com a mãe e outros chimpanzés durante seus primeiros anos no local, mas em 2012, todos eles morreram e Iris ficou sozinha e entrou em depressão profunda.

Felizmente, graças aos esforços da PETA em março de 2015, Iris foi transferida para o Santuário Save the Chimps, na Flórida. Agora, ela irá viver seus últimos anos em paz e com conforto, rodeada por outros chimpanzés que ama.

Leão Sinbab

Reprodução/Facebook, PAWS

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Durante a maior parte de sua vida, Sinbab foi explorado por seres humanos, utilizado como a “propriedade” de um fotógrafo em um restaurante e, em seguida, como uma atração no Bacau Zoo na Roménia.

Ele vivia espremido em uma pequena gaiola de concreto e sua vida era miserável. Por isso, Sinbab nunca cresceu de forma adequada e tem apenas metade do tamanho de um leão adulto normal.

Em julho de 2007, o sofrimento de Sinbab finalmente chegou ao fim graças a Born Free Foundation. Ele agora vive no Santuário Big Cat na África do Sul, onde recebe todo o cuidado, atenção, conforto e amor que merece.

Ursa Fifi

Reprodução/Facebook, PAWS

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Fifi, uma ursa parda, passou seus primeiros 10 anos realizando truques bobos para os visitantes do Roadside Pennsylvania Zoo. Quando o zoológico foi fechado, ela foi deixada para trás em uma gaiola minúscula.

Durante as próximas duas décadas, Fifi e outros três ursos foram trancados em suas celas abandonadas, e não recebiam quase nenhum cuidado ou atenção. Finalmente, depois de 30 anos de miséria, o tutor de Fifi permitiu que a PETA resgatasse o animal.

Ela estava dolorosamente magra e mal parecia uma ursa. Fifi parecia bastante desorientada e fraca. De acordo com especialistas, ela e os outros ursos também exibiam comportamentos estereotipados, uma indicação da angústia que sentiam.

Fifi também nunca tinha tido a oportunidade de hibernar, um ritual natural para ursos. Enquanto a equipe de resgate não tinha certeza se a ursa de 32 anos iria sobreviver, eles a levaram para o Santuário de Animais Selvagens do Colorado.

Em questão de meses, com uma dieta adequada, companheirismo e muito espaço, a ursa doente se recuperou completamente e pela primeira vez em sua vida, Fifi está feliz.

Elefanta Thika

Reprodução/Facebook, PAWS

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Depois de passar anos em um pequeno recinto e enfrentar um clima inadequado no Zoológico de Toronto, Thika finalmente encontrou refúgio no santuário do grupo PAWS na Califórnia.

Em vez de ficar presa em pisos de concreto, Thika pode caminhar por campos largos e abertos, com muitas árvores e outros elefantes para lhe fazer companhia. Ela chegou ao santuário com duas outras elefantas do Zoológico de Toronto, Iringa e Toka, em 2013.
Estes animais incrivelmente emocionais e inteligentes têm passado seus últimos anos no novo lar.

Infelizmente, Iringa faleceu em 2015, mas pelo menos ela teve um ano para receber todo o amor, cuidado e liberdade que merecia.
De acordo com o co-fundador do santuário, Ed Stewart, Thika é a elefanta mais ativa e, pela primeira vez em quase 40 anos, pode desfrutar da vida como todos os elefantes deveriam.

Gorila Ndume

Reprodução/Facebook, PAWS

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Este gorila passou os primeiros 10 anos de sua vida no Zoológico de Cincinnati, em Ohio, onde começou a apresentar comportamentos estereotipados.Ele foi transferido para o Zoológico de Brookfield e demonstrou os mesmos comportamentos.

Em 1991, Ndume foi acolhido pela Fundação de Gorilas na Califórnia, onde lhe são dados todos os cuidados, amor e atenção de que ele precisa. Provavelmente, o zoo teria provocado a morte induzida de Ndume se a fundação não o resgatasse.

Fonte: Anda.jor.br